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INTERNACIONAL

Trump ameaça Irã com ataques a infraestrutura por bloqueio em Ormuz

Tensões elevadas no Estreito de Ormuz disparam preços do petróleo e intensificam pressão política antes das eleições de 2026.

23/07/2026 às 20:37
3 min de leitura
Presidente dos EUA, Donald Trump

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou destruir pontes e centrais elétricas no Irã nesta quarta-feira (22), em resposta a quaisquer ataques iranianos contra embarcações no estratégico Estreito de Ormuz. A retomada das hostilidades gera profundas inquietações sobre o fornecimento global de petróleo e gás, intensificando a pressão sobre os preços e os mercados internacionais.

Em sua rede Truth Social, o presidente americano afirmou: “Cada vez que a República Islâmica do Irã atacar um navio no Estreito de Ormuz, seja com mísseis, drones ou qualquer outro tipo de arma ou munição, os Estados Unidos vão bombardear e destruir UMA PONTE OU UMA CENTRAL ELÉTRICA”.

O possível bloqueio iraniano do Estreito de Ormuz, uma rota marítima vital, e a ameaça de cerco aos portos da Arábia Saudita pelos rebeldes do Iêmen, aliados do Irã, amplificam as tensões na região. Este cenário fez os preços do petróleo dispararem, aumentando a pressão política sobre Trump para buscar uma solução para o conflito. A situação afeta diretamente os consumidores americanos antes das acirradas eleições de meio de mandato de 2026.

Apesar das ameaças, o principal diplomata americano, Marco Rubio, assegurou que Washington mantém a disposição para um acordo negociado com Teerã. “Seguimos abertos a resolvê-lo de forma negociada. Mas por enquanto, não parecem estar interessados nisso”, declarou Rubio em reunião de ministros do sudeste asiático em Manila.

Segundo o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baqaei, os intercâmbios diplomáticos com Washington através de mediadores continuam. Um míssil americano impactou a ilha de Larak, no estreito, nesta quarta-feira (22), reportou a agência de notícias iraniana Tasnim. A agência ainda não divulgou um balanço dos danos.

Guerra impopular

À medida que a guerra se aproxima dos cinco meses e as eleições de novembro de 2026 se avizinham nos Estados Unidos, Trump enfrenta intensa pressão política para pôr fim a este conflito impopular. O custo elevado da guerra gera críticas.

O chefe do Pentágono, Pete Hegseth, afirmou que o custo do conflito disparou para 37,5 bilhões de dólares (R$ 189,8 bilhões), ao defender perante o Congresso um pedido de outros 67 bilhões (aproximadamente 340 bilhões de reais). Contudo, Trump resistiu à pressão e assegurou na terça-feira (21) que o conflito “não terminou em absoluto”.

Pela 11ª noite consecutiva, o exército americano lançou uma ofensiva contra alvos militares da república islâmica. O objetivo é “seguir enfraquecendo” a capacidade iraniana “para ameaçar o tráfego marítimo comercial no Estreito de Ormuz”.

Trump assegurou que o próximo alvo dos Estados Unidos poderia ser um complexo subterrâneo em Kuhe Kolang-e Gaz La, perto de Natanz, onde agências de inteligência ocidentais suspeitam que o Irã construa uma instalação não declarada de enriquecimento de urânio. O comando militar iraniano (Khatam al Anbiya) advertiu que consideraria o ataque “uma expansão da guerra”. O porta-voz do ministério das Relações Exteriores afirmou que “a obsessão de Washington com Kuhe Kolang, onde não se realiza nenhuma atividade nuclear, não é mais que um pretexto inventado para a agressão, a destruição e a sabotagem”.

Com as crescentes tensões e a incerteza regional, os preços do petróleo continuam em alta nos mercados globais.

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Fernando Bastos

Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.

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