Trump Promete Ajuda ao Líbano e Reabre Voos Diretos em Meio a Tensões na Fronteira
Encontro na Casa Branca entre presidentes Donald Trump e Joseph Aoun ocorre enquanto Exército libanês avança no sul e enfrenta disparos israelenses.
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prometeu “muita” ajuda ao Líbano e autorizou a retomada de voos diretos de companhias aéreas americanas ao país. O anúncio ocorreu na terça-feira, 21 de julho, durante um encontro na Casa Branca com o presidente libanês, Joseph Aoun. As conversas se deram em um momento crítico, com o Exército libanês iniciando a implementação de um acordo com Israel no sul do Líbano, mas também relatando incidentes de disparos.
Apoio e Reabertura de Voos
Joseph Aoun, o primeiro presidente libanês a visitar Washington desde 2009, solicitou a Donald Trump apoio político e a manutenção do respaldo ao Exército libanês. As Forças Armadas Libanesas (FAL) iniciaram o deslocamento para áreas do sul do país com o objetivo de desarmar o Hezbollah e abrir caminho para a paz com Israel.
“Precisamos apoiar as FAL”, disse Aoun. “Sem as FAL, tudo desmoronará.”
Donald Trump afirmou que o Líbano foi “um país muito maltratado” durante décadas. “Vamos ajudá-lo. Vamos ajudá-lo muito”, assegurou o presidente americano.
Após as discussões, Trump anunciou a autorização para a retomada de voos diretos de companhias aéreas americanas para o Líbano. Esses voos estavam suspensos há mais de 40 anos, desde o sequestro de um voo da TWA em 1985 por militantes islâmicos libaneses, que mantiveram 39 americanos a bordo.
O primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, comemorou o anúncio. Ele afirmou que a medida “representa uma importante oportunidade para melhorar as viagens e a conectividade entre o Líbano e os Estados Unidos, além de apoiar a economia libanesa”.
FAL como ‘Espinha Dorsal’ e Exigência de Retirada Israelense
No Salão Oval, o presidente Aoun, ex-comandante do Exército, reiterou que as Forças Armadas Libanesas são “a espinha dorsal da segurança e da estabilidade” e a instituição mais confiável do país.
A Presidência libanesa informou mais tarde que, durante o encontro com Trump, Aoun enfatizou a “necessidade urgente de uma retirada completa de Israel do território libanês”. Esta condição seria indispensável para o avanço do acordo-quadro. Questionado sobre possível pressão adicional de Washington sobre Israel para a retirada, Trump respondeu: “Vamos analisar isso.”
Tensões no Sul do Líbano
A visita de Aoun coincidiu com a entrada das Forças Armadas Libanesas em uma área do sul do Líbano. Esta ação faz parte de um acordo com Israel, visando demonstrar a capacidade de Beirute em estender a autoridade estatal e desarmar o Hezbollah, um movimento islâmico pró-Irã. Israel estabeleceu esta desocupação como condição para encerrar sua presença na região.
Um sinal da fragilidade do acordo surgiu na terça-feira, 21 de julho, quando o Exército libanês relatou disparos de tropas israelenses próximo a seus soldados. O incidente ocorreu em uma das chamadas “zonas piloto”, de onde Israel deveria se retirar.
As “zonas piloto”, onde o Exército libanês está sendo mobilizado, situam-se imediatamente fora do território invadido pelas forças israelenses. A invasão ocorreu após o Hezbollah lançar foguetes contra Israel, arrastando o Líbano para a guerra no Oriente Médio em março.
O Exército libanês confirmou na terça-feira, 21 de julho, o início do posicionamento em uma das três “zonas piloto”, a aldeia de Zautar al Gharbiya. Horas depois, contudo, as autoridades libanesas afirmaram que as forças israelenses haviam “aberto fogo nas proximidades dessas unidades”.
As Forças de Defesa de Israel (FDI), por sua vez, declararam ter efetuado apenas “disparos de advertência para o alto”. Segundo as FDI, os disparos ocorreram após soldados libaneses entrarem em uma área que “não fazia parte da zona piloto”. As FDI informaram que não houve feridos.
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Fernando Bastos
Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.
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