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Dengue: Ministério da Saúde alerta para risco com El Niño

O Ministério da Saúde recomendou a estados e municípios que ampliem as ações de vigilância. O motivo é o possível aumento de casos de dengue e chikungunya. A circulação destas doenças está ligada ao mosquito Aedes aegypti e aos impactos do fenômeno El Niño.

26/07/2026 às 16:28
3 min de leitura
Mosquito Aedes aegypti, vetor da dengue, em close-up. Alerta do Ministério da Saúde sobre riscos.
James Gathany/CDC

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O Ministério da Saúde recomendou a estados e municípios que ampliem as ações de vigilância. O motivo é o possível aumento de casos de dengue e chikungunya. A circulação destas doenças está ligada ao mosquito Aedes aegypti e aos impactos do fenômeno El Niño.

Previsões e El Niño

O El Niño deve influenciar o clima brasileiro a partir do segundo semestre deste ano. Estimativas do InfoDengue/Fiocruz preveem cerca de 1,7 milhão de casos de dengue no Brasil em 2027. Este cenário gera preocupação para as autoridades de saúde pública.

A Organização Meteorológica Mundial (WMO) e o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) apontam riscos. O aumento das temperaturas e das chuvas em algumas regiões é um fator. Períodos de estiagem em outras áreas também podem favorecer o mosquito.

Recomendações Essenciais

O Ministério da Saúde publicou uma nota técnica com orientações claras. Estas medidas visam fortalecer a prevenção e o controle das arboviroses. O objetivo principal é mitigar o avanço das doenças.

  • Intensificar a vigilância epidemiológica.
  • Realizar bloqueio da transmissão nos primeiros casos.
  • Reorganizar o trabalho dos Agentes de Combate às Endemias.
  • Adotar novas tecnologias de controle vetorial.
  • Reforçar campanhas de conscientização para a população.
  • Incentivar a eliminação de possíveis criadouros do mosquito.
  • Orientar a busca por atendimento médico em caso de sintomas.

Cenário Atual

Apesar do alerta, o país registra uma redução das principais arboviroses. Até 20 de junho de 2026, houve 392,8 mil casos de dengue. Esta marca representa uma queda de 73% comparado ao ano anterior.

Os casos de chikungunya também apresentaram diminuição. A redução foi de 46%, conforme dados do Ministério da Saúde. Este dado reflete as ações de controle já em curso.

Prevenção da Dengue

A prevenção é a principal defesa contra dengue, chikungunya e zika. Eliminar focos do mosquito Aedes aegypti é crucial. Confira as recomendações:

  • Elimine água parada em vasos, pneus, garrafas e calhas.
  • Mantenha caixas-d’água, tonéis e reservatórios bem tampados.
  • Limpe calhas e ralos regularmente para evitar acúmulo de água.
  • Descarte o lixo corretamente e mantenha quintais sempre limpos.
  • Use telas em portas e janelas.
  • Utilize repelente, especialmente em áreas com mais mosquitos.

Sintomas e Tratamento

Fique atento aos principais sintomas da dengue. Eles incluem febre alta, dor de cabeça e dores no corpo. Dores nas articulações, manchas vermelhas, náuseas e cansaço são outros sinais.

Ao notar estes sinais, procure uma unidade de saúde imediatamente. Evite a automedicação. Medicamentos com ácido acetilsalicílico (AAS) ou anti-inflamatórios podem aumentar o risco de sangramentos. O Aedes aegypti transmite também chikungunya e zika. Medidas preventivas são eficazes contra todas essas doenças. Acesse o portal InfoDengue para dados atualizados sobre a situação da dengue no país.

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Mariana Costa

Redatora especializada em cidadania e políticas públicas. No MS Digital News, dedica-se a apurar histórias que impactam diretamente a vida do sul-mato-grossense, com compromisso ético e transparência. Acredita no jornalismo como ferramenta de transformação social.

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