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ESTADO

Arauco: 6 Milhões de Microvespas Contra Pragas Florestais

A Arauco liberou mais de 6 milhões de microvespas em plantações de eucalipto no Mato Grosso do Sul. O objetivo é combater lagartas que atacam as árvores. Esta ação integra um programa de controle biológico. A iniciativa visa reduzir o uso de defensivos químicos e proteger a produção florestal.

27/07/2026 às 08:49
3 min de leitura
Microvespas em ação para o controle biológico da Arauco, combatendo lagartas e reduzindo químicos em plantios de eucalipto.
PCMS

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A primeira liberação ocorreu em março, na Fazenda Garça Real, em Inocência. O projeto é uma parceria estratégica com:

  • Instituto Senai de Inovação em Biomassa
  • Universidade Estadual Paulista (Unesp)
  • Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD)

Produção e Lançamento das Vespas

As microvespas são produzidas em Três Lagoas. O ciclo de desenvolvimento em laboratório dura de 16 a 20 dias. Após este período, elas são liberadas nos plantios. Mariane Aparecida Nickele, coordenadora de Fitossanidade da Arauco, escolheu duas espécies de parasitoides.

  • Trichospilus diatraeae
  • Tetrastichus howardi

Ela explicou que os adultos vivem cerca de oito dias em campo. As microvespas depositam ovos nos casulos das lagartas. Isso impede que as lagartas completem seu ciclo de vida. Novas microvespas emergem das pupas parasitadas. Isso interrompe a proliferação das pragas. Uma única pupa hospedeira gera, em média, 250 vespinhas.

Impacto das Lagartas e Espécies Comuns

Lagartas desfolhadoras podem reduzir a produtividade do eucalipto em até 30%. Na região de Inocência, duas espécies são mais comuns. Elas se alimentam das folhas antes de virarem mariposas.

  • Lagarta-parda-do-eucalipto (Thyrinteina arnobia)
  • Lagarta-medideira (Iridopsis planopla)

Investimento e Futuro da Arauco

A Arauco planta entre 60 mil e 65 mil hectares de eucalipto por ano em Mato Grosso do Sul. Esta madeira abastecerá a nova megafábrica de celulose em Inocência. O Projeto Sucuriú recebeu um investimento de US$ 4,6 bilhões. A unidade deve começar a operar no fim de 2027. A capacidade de produção será de 3,5 milhões de toneladas de celulose anuais. Espera-se gerar cerca de 6 mil empregos permanentes.

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Mariana Costa

Redatora especializada em cidadania e políticas públicas. No MS Digital News, dedica-se a apurar histórias que impactam diretamente a vida do sul-mato-grossense, com compromisso ético e transparência. Acredita no jornalismo como ferramenta de transformação social.

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