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Juiz Giuliano Máximo Martins, de Campo Grande, manda banco devolver R$ 256 mil por fraude em apps

Fraude de R$ 296 mil em apps leva justiça de Campo Grande a ordenar devolução de R$ 256 mil

08/08/2026 às 10:15
3 min de leitura
Justiça de Campo Grande manda banco devolver R$ 256 mil por fraude com cartão em apps
Prédio do Forum de Campo Grande, localizado na Rua da Paz. (Foto: Divulgação/TJMS)

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Uma moradora de Campo Grande sofreu prejuízo de R$ 296.307,19 após ter o cartão de crédito usado em aplicativos de comida e transporte. Ela não possuía contas nas plataformas, mas registrou pagamentos em seu nome.

Fraude somou R$ 296 mil em compras e viagens

Segundo a defesa da correntista, ao conferir os extratos bancários, a cliente identificou transações que não reconhecia. Os gastos eram atípicos e não faziam parte da rotina dela.

Os valores foram divididos em:

  • Compras em aplicativo de comida: R$ 62 mil em 417 operações, mesmo sem a cliente ter cadastro na plataforma.
  • Viagens em aplicativo de transporte: R$ 19 mil em 19 viagens realizadas em um único dia.
  • Prejuízo total: R$ 296.307,19, incluindo ainda gastos em outros estabelecimentos.

Justiça manda banco devolver R$ 256 mil e pagar danos morais

Na última segunda-feira (3), o juiz Giuliano Máximo Martins, da 1ª Vara Cível de Campo Grande, determinou que o banco devolva R$ 256.307,19 à cliente, com juros e correção monetária. A decisão inclui ainda uma indenização de R$ 10 mil por danos morais.

Na sentença, o magistrado apontou que as movimentações destoavam do padrão de consumo da autora. Também destacou que o banco não apresentou prova técnica suficiente para demonstrar a regularidade das transações contestadas.

Fraudes começam com valores baixos, alerta advogada

Para a advogada Lorenna Silva de Oliveira, responsável pela ação, o caso mostra como as fraudes costumam agir. “As operações eram muito numerosas e incompatíveis com o perfil da cliente”, afirmou.

Ela explicou que os golpistas iniciam com compras menores. “Quando percebem que a vítima não acompanha a fatura, passam a realizar operações maiores”, completou.

Lorenna orienta que os consumidores revisem o extrato mensalmente. “Dedicar poucos minutos por mês pode impedir que pequenas fraudes evoluam para prejuízos expressivos”, ressaltou.

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Mariana Costa

Redatora especializada em cidadania e políticas públicas. No MS Digital News, dedica-se a apurar histórias que impactam diretamente a vida do sul-mato-grossense, com compromisso ético e transparência. Acredita no jornalismo como ferramenta de transformação social.

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