Secretário Antônio Videira revela 94 mortes em confrontos e alta de 100% em MS
Secretário Antônio Videira atribui crescimento de 100% na letalidade à disputa de facções pelo controle do tráfico na fronteira de MS com Paraguai e Bolívia.
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O avanço das disputas entre facções criminosas pelo controle das rotas de tráfico de drogas em Mato Grosso do Sul fez as mortes em confrontos e ações policiais saltarem de 47 para 94 em um ano. O aumento é de 100% no comparativo com o mesmo período anterior, de acordo com a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública.
O secretário Antônio Videira afirma que o acirramento da guerra entre duas grandes organizações, uma de São Paulo e outra do Rio de Janeiro, explica o salto na letalidade. Esses grupos usam a fronteira com Paraguai e Bolívia como corredor estratégico para o escoamento de cocaína ao mercado internacional.
Disputa territorial espalha violência por 9 municípios
A briga pelo domínio das rotas alcançou Cassilândia, Corumbá, Nova Andradina, Maracaju, Jardim, Três Lagoas, Coxim, Pedro Gomes e Sonora. As lideranças nacionais enviam executores armados com fuzis e pistolas de última geração para assassinar rivais.
Os alvos não são apenas integrantes de facções. Civis e policiais também são vítimas:
- Cassilândia: criança de 3 anos morreu durante um confronto
- Corumbá: policial militar foi assassinado
Antônio Videira defende resposta dura com tecnologia e cooperação
Para Videira, a reação firme evita a perda do controle estatal e a escalada dos homicídios. As polícias Civil e Militar atuam com equipamentos de ponta e abordagens táticas reforçadas.
O secretário pondera que a força repressiva depende de integração entre esferas do governo e poderes. Mato Grosso do Sul participa de iniciativas como Codesul, Sulmasp e Fórum Brasil Central.
- Codesul: Conselho de Desenvolvimento do Sul
- Sulmasp: reúne estados do Sul, São Paulo e MS
- Fórum Brasil Central: alinhamento de inteligência e fiscalização
A cooperação internacional com Paraguai e Bolívia já possibilitou a captura de alvos estratégicos que tentavam se abrigar em países vizinhos.
Saúde mental dos policiais é prioridade
O índice de suicídios entre policiais de MS supera o número de mortes em serviço. Para reduzir o impacto, a secretaria mantém o Centro de Atenção Biopsicossocial.
A unidade, financiada com recursos estaduais e do Fundo Nacional de Segurança Pública, oferece acompanhamento médico, psicológico e treinamentos em comunicação não violenta. O suporte se estende às famílias dos agentes.
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Mariana Costa
Redatora especializada em cidadania e políticas públicas. No MS Digital News, dedica-se a apurar histórias que impactam diretamente a vida do sul-mato-grossense, com compromisso ético e transparência. Acredita no jornalismo como ferramenta de transformação social.
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