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Videira exige ação firme contra guerra de facções com sicários em Mato Grosso do Sul

Em entrevista, secretário Antônio Carlos Videira diz que facções do Rio e de SP disputam rotas de cocaína e levam sicários a MS.

09/08/2026 às 16:19
3 min de leitura

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Mato Grosso do Sul virou rota estratégica para o tráfico de cocaína. A disputa pelo controle dessas rotas levou a guerra de facções ao estado. Há envio de sicários e mortes de inocentes, segundo o secretário Antônio Carlos Videira.

Disputa por rotas de cocaína em MS e envio de sicários

A posição geográfica de Mato Grosso do Sul atrai facções de São Paulo e do Rio. O estado fica entre grandes centros consumidores e países produtores, como Paraguai e Bolívia. “Essas facções precisam usar as rotas do Mato Grosso do Sul para mandar cocaína para grandes centros consumidores e outros países”, disse Videira.

O conflito começou no norte do estado, próximo a Mato Grosso. Depois se espalhou para áreas perto de São Paulo e Minas Gerais. Também avançou pelo Cone Sul e chegou a Corumbá, principal porta de entrada da Bolívia.

Segundo o secretário, lideranças de outros estados enviam criminosos para missões de execução. Parte deles atua como sicários, encarregados de matar rivais. “Muitas lideranças negativas que estão em São Paulo e no Rio mandaram para cá sicários para assassinar os adversários”, afirmou.

Videira citou registros em oito cidades do estado:

  • Nova Andradina
  • Maracaju
  • Jardim
  • Cassilândia
  • Três Lagoas
  • Coxim
  • Pedro Gomes
  • Sonora

Inocentes morrem e polícia age com firmeza

O problema deixou de ser restrito aos integrantes das facções. Pessoas sem relação com a disputa passaram a ser atingidas. “Nessas ações deles estão matando inocentes. E a polícia tem que atuar”, declarou Videira.

Ele mencionou o caso de Cassilândia, onde uma criança de 3 anos morreu em meio à violência. “O clima de insegurança na cidade foi terrível”, disse.

Para o secretário, o cenário exige atuação mais firme das forças estaduais. Ele rejeita que o número de mortes em intervenções policiais represente excesso. Policiais são orientados a prender, mas autorizados a reagir diante de ameaça armada.

Videira citou Cassilândia, onde dois integrantes de facção morreram durante intervenção. Um terceiro, também armado, se entregou. “Todos aqueles que não reagiram foram presos”, afirmou.

As mortes em intervenções policiais dobraram: foram 47 no ano passado e 94 até a sexta-feira da entrevista. Depois, mais quatro homens morreram após perseguições em São Gabriel do Oeste. Todos eram bolivianos, suspeitos de envolvimento na morte de um policial.

Videira alerta para risco de ‘área de guerra’ em MS

O secretário destacou o poder de fogo dos criminosos, com pistolas modernas e fuzis. Relembrou o assassinato de um agente em Corumbá, morto a tiros de fuzil em uma motocicleta. “Os nossos policiais estão treinados para repelir esta injusta agressão”, afirmou.

Na avaliação de Videira, operações mais duras continuarão enquanto durar a disputa territorial. “Nós não podemos permitir que o nosso Estado vire uma área de guerra, porque inocentes estão morrendo”, declarou.

A preocupação central é que a localização estratégica de Mato Grosso do Sul transfira para cidades locais uma disputa de organizações de fora. Sem repressão, o risco é uma escalada de homicídios e de famílias submetidas à violência da guerra das rotas.

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Mariana Costa

Redatora especializada em cidadania e políticas públicas. No MS Digital News, dedica-se a apurar histórias que impactam diretamente a vida do sul-mato-grossense, com compromisso ético e transparência. Acredita no jornalismo como ferramenta de transformação social.

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