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ESTADO

Agepen demite policial penal Éder William Ador por atuar como pombo-correio do PCC em Campo Grande

Policial penal da Agepen, Éder William Ador foi demitido após processo disciplinar que confirmou atuação como pombo-correio do PCC na Penitenciária da Gameleira.

10/08/2026 às 09:13
3 min de leitura
Éder William Ador, policial penal demitido pela Agepen, atuava como pombo-correio do PCC em Campo Grande
Éder William Ador em imagem de rede social obtida pelo Gaeco durante investigação em 2022 (Foto: reprodução/Processo)

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A decisão foi publicada nesta segunda-feira (10) em portaria assinada pelo diretor-presidente da Agepen, Rodrigo Rossi Maiorchini. O documento acolhe o relatório final da comissão responsável pelo Processo Administrativo Disciplinar (PAD).

O procedimento apontou irregularidades graves no exercício da função, entre elas:

  • Uso do cargo: para obter benefício próprio ou favorecer terceiros.
  • Recebimento de propina: ou outras vantagens indevidas.

Atuação como pombo-correio do PCC na Gameleira

Éder William Ador já havia sido investigado pelo Gaeco. Em 2022, denúncia apontou que ele atuava como mensageiro de integrantes do PCC dentro da Penitenciária Estadual Masculina de Regime Fechado da Gameleira, em Campo Grande.

  • Bilhetes: transportava mensagens entre membros da organização criminosa.
  • Celulares: fornecia aparelhos aos presos.
  • Vantagem financeira: recebia dinheiro em troca, conforme a acusação.

Nos bilhetes interceptados, integrantes da facção discutiam planos para matar cinco policiais penais que não teriam cedido às investidas do grupo. As mensagens também tratavam da entrada de objetos perfurantes que seriam usados em ataques contra presos do Pavilhão 4, conhecido como “Super Máxima”.

Operação Bilhete e ordens de crimes

Éder foi um dos alvos da Operação Bilhete, que investigou a atuação dele como mensageiro de presos ligados ao PCC e de investigados no contexto da Operação Omertà. Segundo a apuração, os bilhetes eram usados para transmitir ordens relacionadas a crimes dentro e fora do presídio, como sequestros, furtos e homicídios, incluindo planos para matar policiais penais.

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Mariana Costa

Redatora especializada em cidadania e políticas públicas. No MS Digital News, dedica-se a apurar histórias que impactam diretamente a vida do sul-mato-grossense, com compromisso ético e transparência. Acredita no jornalismo como ferramenta de transformação social.

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