Ronald Alves Cordeiro, irmão de Fael, integra lista de oito procurados em MS
O Ministério da Justiça e Segurança Pública divulgou lista com oito procurados em MS, incluindo Ronald Alves Cordeiro, irmão de Fael.
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O Ministério da Justiça e Segurança Pública divulgou uma lista com oito procurados em Mato Grosso do Sul. Entre eles está Ronald Alves Cordeiro, conhecido como Roni, irmão de Rafael Cordeiro, o Fael, vencedor do BBB 12. A ficha divulgada apresenta foto e dados de identificação de Ronald, mas não informa por que ele é procurado, nem traz detalhes sobre eventual condenação, fuga ou mandado de prisão. A reportagem não conseguiu localizar a defesa dele.
Ronald é sócio de empresa alvo da Operação Red Flag
No ano passado, uma empresa da qual Ronald é sócio foi alvo da Operação Red Flag, deflagrada pela Polícia Federal contra o tráfico de drogas por via aérea. A ação cumpriu mandados de busca e apreensão em uma oficina aeronáutica, em Campo Grande, e na Romaer Aviação Agrícola Ltda., em Aral Moreira. Aberta em outubro de 2007, a Romaer atua na pulverização e no controle de pragas agrícolas e tem Ronald como sócio. Na época, a PF investigava um esquema de uso de aeronaves para o transporte de drogas.
Outros sete nomes completam lista de procurados
Além de Ronald, constam na lista:
- Antônio Joaquim Mendes Gonçalves da Mota
- Cleber Laureano Rodrigues Medeiros
- Ronaldo Gonçalves Martinez, o “R7”
- Tiago Vinícius Vieira, o “Dourado”
- Ricardo de Souza, também identificado como Luís Carlos dos Santos e conhecido como “Cabelo”
- Osmar Pereira da Silva
- Phillypi Júnior Nunes Matos
Crimes e condenações de R7, Ricardo e Phillypi
Natural de Ponta Porã, Ronaldo Gonçalves Martinez, o “R7”, foi condenado a 15 anos de prisão em regime fechado por homicídio qualificado por motivo torpe. Conforme o processo, ele matou Alexandre Torraca após a vítima agredir sua irmã. Ele também responde por outros homicídios, além de porte ilegal de arma e tráfico de drogas. Contra ele há mandado de prisão expedido no âmbito da Operação Blindspot, do Gaeco, que investiga o vazamento de dados sigilosos.
Ricardo de Souza, que também usava o nome Luís Carlos dos Santos, foi condenado em 2017 após investigação do Gaeco na Operação Ictus. A operação desarticulou uma organização criminosa comandada de dentro do sistema prisional.
Phillypi Júnior Nunes Matos recebeu pena superior a dez anos de prisão por tráfico de drogas e porte ilegal de armas. Ele foi ligado ao transporte de quase meia tonelada de pasta-base de cocaína e fuzis em uma aeronave interceptada em Itaquiraí.
Osmar, Motinha e liderança do PCC
Osmar Pereira da Silva, conhecido como “Branco”, acumula condenações que ultrapassam 70 anos de prisão por crimes como roubo, furto e organização criminosa, incluindo participação em grandes assaltos.
A Polícia Federal aponta Antônio Joaquim Mendes Gonçalves, o “Motinha”, como líder de uma organização paramilitar na região de fronteira. Ele ficou conhecido por escapar de operações policiais com apoio aéreo.
Investigações apontam Cleber Laureano Rodrigues Medeiros como liderança do PCC (Primeiro Comando da Capital) e participante de um esquema criminoso que resultou na execução de duas pessoas em Campo Grande.
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Mariana Costa
Redatora especializada em cidadania e políticas públicas. No MS Digital News, dedica-se a apurar histórias que impactam diretamente a vida do sul-mato-grossense, com compromisso ético e transparência. Acredita no jornalismo como ferramenta de transformação social.
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