Quarta-feira, 12 de Agosto de 2026
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ESTADO

Justiça prende Ingra Laylla e solta PM Luiz Rhuan flagrado com R$ 101 mil em skunk

Juiz converte em preventiva prisão de Ingra Laylla, 19, e solta PM Luiz Rhuan, 27, flagrados com 4,1 kg de skunk avaliados em R$ 101 mil.

12/08/2026 às 16:54
3 min de leitura
Fachada do DOF de Maracaju, que apreendeu 4,1 kg de skunk avaliados em R$ 101 mil e prendeu suspeitos
Fachada do DOF responsável pela apreensão da droga e prisão dos suspeitos (Foto: Divulgação)

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A Justiça converteu em preventiva a prisão de Ingra Laylla Machado de Medeiros, de 19 anos, e concedeu liberdade provisória ao soldado da PMR Luiz Rhuan Horiguchi, de 27 anos. Os dois foram presos em flagrante na tarde de segunda-feira (10), na MS-164, em Maracaju, por equipes do DOF (Departamento de Operações de Fronteira), durante a Operação Protetor.

A droga, que totalizava 4,1 kg de skunk, foi encontrada na mochila de Ingra. Segundo a investigação, a jovem teria aceitado levar o entorpecente de Ponta Porã para Belo Horizonte (MG) por R$ 3 mil.

Decisão judicial e fundamentos

Na audiência de custódia, realizada na quarta-feira (12), o juiz Daniel Raymundo da Matta considerou que a quantidade de droga, a origem e a forma como estava guardada demonstram risco à ordem pública. Para o magistrado, os elementos indicam possível envolvimento da jovem com a entrada e distribuição de drogas no país.

  • Preventiva para Ingra: crime equiparado a hediondo, com pena máxima superior a quatro anos, permite prisão preventiva.
  • Liberdade para PM: juiz entendeu que não há provas concretas de que Luiz Rhuan sabia do conteúdo ilícito.

Condições da soltura do policial

O juiz destacou que a prisão preventiva não pode ser usada como antecipação de pena ou para resolver dúvidas investigativas. Como não foram identificados elementos de risco à ordem pública, à investigação ou à aplicação da lei, foi concedida liberdade provisória sem medidas cautelares. Foi determinado o alvará de soltura do policial, caso ele não esteja preso por outro motivo.

Perícia de celulares e incineração

O juiz autorizou a perícia nos celulares apreendidos para extrair dados como chamadas, mensagens, contatos, fotos e conversas de aplicativos (WhatsApp). A medida visa esclarecer a origem e o destino da droga, além de identificar outros envolvidos. Também foi determinada a incineração do entorpecente, com preservação de amostra para contraprova.

O caso segue sob investigação para apurar a participação de cada um e possíveis outros envolvidos no transporte da droga.

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Mariana Costa

Redatora especializada em cidadania e políticas públicas. No MS Digital News, dedica-se a apurar histórias que impactam diretamente a vida do sul-mato-grossense, com compromisso ético e transparência. Acredita no jornalismo como ferramenta de transformação social.

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