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ESTADO

Médico legista Robson Aguilar é preso e afastado por suspeita de fraudar R$ 4 milhões em Nioaque

Servidor do Governo de Mato Grosso do Sul é investigado por esquema que simulou 83% dos exames pagos pela prefeitura entre 2022 e 2025.

13/08/2026 às 16:53
3 min de leitura
Médico legista Robson Aguilar é preso por suspeita de fraudar R$ 4 milhões em Nioaque; arma, munição e dinheiro apreendidos
Arma, municões e dinheiro apreendidos na operação desta quinta-feira (Foto: Divulgação)

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O médico-legista Robson Roosevelt Ferreira Aguilar, servidor do Governo de Mato Grosso do Sul, foi preso nesta quinta-feira (13) durante a segunda fase da Operação Auditus, deflagrada pelo Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção) do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul). Ele é proprietário da Policlínica Rota Bioceânica, em Jardim, que foi alvo da operação que investiga supostas fraudes em serviços médicos contratados pela Prefeitura de Nioaque.

Fraude na saúde pública de Nioaque

A investigação apura um esquema de direcionamento de contratações, pagamento por serviços médicos não realizados e desvio de recursos públicos. Segundo o Gecoc, 83% dos exames e consultas pagos pela Prefeitura de Nioaque entre 2022 e 2025 teriam sido simulados, mediante falsificação de documentos. O prejuízo estimado aos cofres públicos de Nioaque é de aproximadamente R$ 4 milhões.

  • Contratações fraudulentas: gasto da prefeitura com serviços médicos aumentou 1.713% entre 2022 e 2025, período das suspeitas.
  • Esquema em expansão: grupo investigado tentava levar a prática para outros municípios de Mato Grosso do Sul.
  • Documentos falsos: exames e consultas eram registrados como realizados, mas não ocorreram.

Afastamento e processo disciplinar

Robson é servidor público estadual vinculado à Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública) como perito oficial forense. Admitido em 19 de fevereiro de 2021, com carga horária de 40 horas semanais e remuneração de R$ 11.137,93, ele foi afastado de suas funções em razão dos fatos apurados pela Operação Auditus. A Polícia Científica de Mato Grosso do Sul ressaltou que a prisão não tem relação com suas atividades na instituição. A Corregedoria da Polícia Civil instaurou um PAD (Processo Administrativo Disciplinar) para apurar os fatos.

Segunda fase da Operação Auditus

A ofensiva cumpriu cinco mandados de prisão preventiva e 12 ordens de busca e apreensão em Nioaque, Bonito, Jardim, Bela Vista e Guia Lopes da Laguna. A primeira fase ocorreu em 1º de julho de 2025. O nome “Auditus”, do latim “audição”, remete à simulação inicial de exames auditivos, prática depois ampliada para outros serviços. A operação conta com apoio do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) e da 1ª Promotoria de Justiça da Comarca de Nioaque.

A Prefeitura de Jardim não foi alvo da operação. A reportagem não conseguiu contato com a defesa do médico preso. O espaço segue aberto.

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Mariana Costa

Redatora especializada em cidadania e políticas públicas. No MS Digital News, dedica-se a apurar histórias que impactam diretamente a vida do sul-mato-grossense, com compromisso ético e transparência. Acredita no jornalismo como ferramenta de transformação social.

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