Polícia Federal comprova ausência de cocaína e libera 260 toneladas de madeira retidas em Corumbá
Após quase dois meses retida, a carga de madeira foi liberada depois que quatro exames periciais descartaram a presença de cocaína.
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A Polícia Federal confirmou, por meio de quatro exames periciais, que a carga de aproximadamente 260 toneladas de madeira apreendida no Porto Seco de Corumbá não continha cocaína. O último laudo, produzido pelo Instituto Nacional de Criminalística, foi encaminhado ao Ministério Público Federal nesta semana e reuniu os resultados de todas as análises, todas negativas para a droga.
- Número de exames: quatro análises periciais
- Material analisado: serragem e fragmentos de madeira
- Resultado: todos negativos para cocaína e outras substâncias
- Órgão responsável: Instituto Nacional de Criminalística da Polícia Federal
Receita Federal isenta transportadoras de tarifas
Além da liberação da carga, a Receita Federal declarou que as transportadoras não precisam pagar as tarifas de estadia e armazenagem dos veículos referentes ao período em que permaneceram retidos por determinação aduaneira. A decisão consta em despacho emitido pelo órgão, com base em parecer da própria Receita, declarando a “inexigibilidade” das tarifas cobradas durante a retenção cautelar dos quatro caminhões apreendidos no pátio da Agesa (Armazéns Gerais Alfandegados de Mato Grosso do Sul).
Operação Timber Shield gerou a maior apreensão da história
A carga foi apreendida em 21 de junho, durante a Operação Timber Shield, que envolveu a Receita Federal e autoridades do Brasil, dos Estados Unidos e da Bolívia. Na ocasião, aproximadamente 260 toneladas de madeira foram retidas em Corumbá e Cáceres (MT) sob suspeita de estarem impregnadas com cocaína líquida.
A Receita Federal chegou a divulgar a ação como a maior apreensão de cocaína da história, considerando a hipótese de que o entorpecente estivesse impregnado na madeira. No entanto, testes posteriores da Polícia Federal e análises de autoridades bolivianas não confirmaram a presença da droga. O laudo pericial definitivo, divulgado no início desta semana, descartou a existência de cocaína nas amostras.
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Mariana Costa
Redatora especializada em cidadania e políticas públicas. No MS Digital News, dedica-se a apurar histórias que impactam diretamente a vida do sul-mato-grossense, com compromisso ético e transparência. Acredita no jornalismo como ferramenta de transformação social.
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