Justiça Federal determina que União, ANTT e Rumo expliquem R$ 3,6 bilhões em irregularidades na Malha Oeste
Justiça Federal ordena que União, ANTT e Rumo apresentem documentos sobre 1.071 irregularidades e R$ 3,6 bilhões na Malha Oeste.
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A Justiça Federal deu 20 dias para União, ANTT e Rumo Malha Oeste entregarem documentos sobre as condições da ferrovia que liga Campo Grande a Corumbá. A decisão é de ação popular que aponta 1.071 irregularidades graves e um possível prejuízo de R$ 3,6 bilhões aos cofres públicos.
Irregularidades graves a cada 430 metros
Segundo a inspeção técnica da ANTT realizada em março, foram identificados problemas como:
- Dormentes deteriorados
- Trilhos furtados
- Invasões na faixa de domínio
- Vagões sucateados
- Desalinhamento da via
A ação sustenta que, desde 2014, apenas 8 dos 1.079 pontos de irregularidade foram solucionados pela concessionária. O juiz federal substituto Guilherme Vicente Lopes Leites determinou a apresentação dos documentos, sob pena de desobediência para os responsáveis pelo descumprimento.
R$ 3,6 bilhões em disputa na Malha Oeste
O valor de R$ 3,6 bilhões é estimativa atribuída à própria ANTT para recuperar a Malha Oeste. O autor da ação, Lairson Ruy Palermo, alega que a Rumo deixou de fazer investimentos necessários na manutenção, e que União e ANTT foram omissas na fiscalização. O MPF acompanha o processo como fiscal da lei.
O autor pediu, em caráter liminar, o bloqueio de bens da Rumo no mesmo valor e a proibição de relicitação da concessão sem vistoria completa. O juiz negou a liminar, afirmando que não há demonstração de perigo de demora ou fragilidade econômica da empresa.
Próximos passos do processo
A negativa da liminar não encerra a ação. União, ANTT e Rumo serão citadas para apresentar defesa em 20 dias, prorrogáveis por mais 20. O juiz registrou que União e ANTT podem atuar ao lado do autor se for de interesse público. O mérito será analisado posteriormente.
O caso levanta a questão de quem pagará pela recuperação de uma ferrovia estratégica para Mato Grosso do Sul. A documentação solicitada pode esclarecer como a Malha Oeste chegou a essa situação e o tamanho real da conta.
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Mariana Costa
Redatora especializada em cidadania e políticas públicas. No MS Digital News, dedica-se a apurar histórias que impactam diretamente a vida do sul-mato-grossense, com compromisso ético e transparência. Acredita no jornalismo como ferramenta de transformação social.
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