Especialistas do HUL-UFS alertam que doença renal silenciosa pode levar à diálise se descoberta tarde
Exames de rotina podem identificar alterações renais antes de sintomas graves, evitando tratamentos invasivos.
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Os rins trabalham silenciosamente para eliminar toxinas, controlar líquidos e equilibrar o organismo. O problema é que muitas doenças renais também evoluem sem sintomas claros. Quando os primeiros sinais aparecem, a função dos órgãos já pode estar comprometida. Por isso, especialistas do Hospital Universitário de Lagarto (HUL-UFS), vinculado à HU Brasil, reforçam a importância da prevenção, especialmente em pessoas com fatores de risco como hipertensão, diabetes e histórico familiar de problemas renais.
Sinais que merecem atenção
Embora silenciosas, as doenças renais apresentam alguns alertas. Inchaço persistente nas pernas, pés, mãos ou ao redor dos olhos pode indicar retenção de líquidos. Mudanças na urina — como volume alterado, excesso de espuma, coloração escura ou presença de sangue — exigem investigação médica. Outros sinais incluem dificuldade repentina para controlar a pressão arterial, cansaço constante, náuseas, perda de apetite e dores lombares.
- Inchaço: pernas, pés, mãos ou olhos
- Urina: volume, espuma, cor ou sangue
- Pressão: descontrole súbito
- Outros: cansaço, náuseas, perda de apetite, dor lombar
A recomendação é procurar uma Unidade Básica de Saúde para avaliação, principalmente quando os sintomas persistem ou a pessoa já tem hipertensão, diabetes ou outros fatores de risco.
Prevenção começa antes dos sintomas
Cuidar dos rins envolve hábitos simples. Manter hidratação adequada, controlar pressão e glicemia, reduzir sal e ultraprocessados, e ter alimentação equilibrada ajudam a proteger a função renal. Cuidado com a automedicação: o uso frequente de anti-inflamatórios e analgésicos sem orientação pode prejudicar os rins, especialmente em pessoas com fatores de risco. Exames de rotina, como dosagem de creatinina no sangue e análise de urina, revelam alterações antes dos sintomas. Para quem tem hipertensão, diabetes ou histórico familiar, o acompanhamento periódico é essencial.
Quando a doença exige tratamento intensivo
Nos casos graves, com necessidade de Terapia de Substituição Renal (hemodiálise), o atendimento é multidisciplinar. Médicos conduzem diagnóstico e estratégias terapêuticas; enfermeiros gerenciam assistência e orientam pacientes; técnicos de enfermagem monitoram sinais vitais. Segundo Lenilson Trindade, responsável técnico de enfermagem e chefe da unidade, “pacientes seguem protocolos rígidos de biossegurança, higienização e preservação dos acessos vasculares para prevenir infecções”. O nefrologista Roberto Junior, responsável técnico médico da Unidade do Sistema Urinário, reforça: “O reconhecimento rápido de alterações nos exames permite intervenções imediatas, reduzindo danos e evitando tratamentos mais invasivos”.
A principal mensagem dos especialistas é que o cuidado não deve esperar os rins apresentarem comprometimento importante. Controlar fatores de risco, evitar automedicação e manter exames em dia são medidas capazes de identificar problemas cedo e reduzir o risco de chegar à diálise.
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Mariana Costa
Redatora especializada em cidadania e políticas públicas. No MS Digital News, dedica-se a apurar histórias que impactam diretamente a vida do sul-mato-grossense, com compromisso ético e transparência. Acredita no jornalismo como ferramenta de transformação social.
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