Água no ouvido pode causar otite externa e dor; saiba evitar
A água no ouvido, após exposição prolongada, remove a proteção natural e pode causar otite externa.
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Praias, rios, piscinas e balneários ajudam a aliviar o calor, mas a permanência prolongada na água pode trazer uma consequência dolorosa: a otite externa, conhecida como “ouvido de nadador”. A inflamação atinge o canal auditivo e costuma começar de forma discreta, com coceira, incômodo e sensação de ouvido abafado.
O problema ocorre porque o contato frequente com a água remove o cerume, responsável pela proteção natural do ouvido, e altera o equilíbrio do canal auditivo. O ambiente úmido favorece a multiplicação de bactérias e outros micro-organismos.
Entenda como a água ataca o canal auditivo
Segundo o otorrinolaringologista Diego Farias, do Hospital Universitário Bettina Ferro de Souza, vinculado à HU Brasil, a doença não atinge apenas nadadores ou praticantes de esportes aquáticos. Qualquer pessoa exposta por muito tempo à água, seja no rio, na praia, em balneários ou piscinas, pode desenvolver a inflamação.
Quando fica retida no ouvido, a água provoca o amolecimento e o inchaço da pele do canal auditivo. Também pode causar pequenas fissuras, que abrem caminho para infecções.
Riscos aumentam no calor e em águas impróprias
O risco tende a aumentar nos períodos mais quentes, quando crianças e adultos permanecem mais tempo dentro da água. A qualidade do local escolhido para o banho também merece atenção.
- Locais impróprios: ambientes com maior concentração de micro-organismos ampliam a possibilidade de infecção.
- Orientação: evitar praias, rios e balneários considerados impróprios e respeitar os avisos das autoridades responsáveis pelo monitoramento da água.
O que fazer se entrar água no ouvido
Os primeiros sinais são coceira, sensação de ouvido entupido e desconforto. Se entrar água, não se deve recorrer a cotonetes, grampos, tampas de caneta ou qualquer outro objeto.
- Não use objetos: além de empurrar a cera para o fundo, a tentativa pode ferir a pele e agravar o problema.
- Medida simples: inclinar a cabeça para o lado afetado e movimentar delicadamente a parte externa da orelha para facilitar a saída da água.
- Secador com cuidado: se a sensação persistir, um secador pode ser usado, mas apenas com ar frio, a uma distância superior a 30 centímetros e sem manter o vento concentrado diretamente no ouvido.
Quando procurar atendimento médico
Dor, vermelhidão, inchaço e secreção indicam que o quadro pode ter avançado e exigem avaliação médica. Também é recomendável procurar atendimento quando a sensação de ouvido abafado não desaparece.
O cuidado deve ser redobrado com as crianças, que costumam passar horas seguidas dentro da água nos dias de calor. Após o banho, os responsáveis devem secar apenas a parte externa da orelha e ajudar a criança a inclinar a cabeça para drenar a água.
O excesso de cerume também pode dificultar a saída do líquido. Nesse caso, a retirada deve ser realizada por um profissional.
O mergulho pode ser diversão, mas o ouvido não precisa pagar a conta: prevenção simples e atenção aos primeiros sintomas evitam que o lazer termine em dor.
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Mariana Costa
Redatora especializada em cidadania e políticas públicas. No MS Digital News, dedica-se a apurar histórias que impactam diretamente a vida do sul-mato-grossense, com compromisso ético e transparência. Acredita no jornalismo como ferramenta de transformação social.
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