Greve dos funcionários da Caixa começa nesta quinta-feira
Após rejeitar proposta salarial, funcionários da Caixa Econômica Federal iniciam paralisação nesta quinta-feira (10).
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Os funcionários da Caixa Econômica Federal entram em greve nesta quinta-feira (10) após rejeitarem a proposta apresentada na campanha salarial dos bancários. A decisão foi tomada em assembleia virtual e mantida mesmo com a tentativa de retomada das negociações com o banco.
Motivos da paralisação
Segundo Neide Rodrigues, presidente do Sindicato dos Bancários de Campo Grande e Região e integrante do Comando Nacional dos Bancários, a principal reivindicação é o plano de saúde. “O que está pegando mesmo para a Caixa Econômica é a questão do plano de saúde deles, que teve um reajuste, teve algumas mudanças”, explicou.
A assembleia virtual ocorreu entre às 18h de quinta-feira (3) e às 18h de sexta-feira (4). Os trabalhadores da Caixa rejeitaram a proposta e aprovaram a greve, enquanto funcionários do Banco do Brasil, BRB e rede privada aceitaram as respectivas propostas.
Negociações e proposta rejeitada
A negociação da campanha salarial começou em julho. Foram realizadas 13 rodadas com a Fenaban (Federação Nacional dos Bancários) durante julho e agosto. A data-base da categoria é agosto e a convenção coletiva se encerrava em 31 de agosto.
A reivindicação aprovada na Conferência Nacional dos Bancários era de reposição da inflação mais 5% de ganho real. A proposta final apresentada ficou em:
- Reajuste: 100% da inflação mais 0,6% de ganho real
- Cláusulas: manutenção de todas as cláusulas da convenção coletiva
Neide afirma que a proposta foi rejeitada pelos trabalhadores da Caixa. Ainda não há estimativa de adesão à greve, mas ela acredita que será uma paralisação com importante adesão.
Próximos passos
Antes do início da greve, os trabalhadores participam de uma plenária nesta quarta-feira (9), às 18h, na sede do Sindicato dos Bancários, localizada na Rua Barão do Rio Branco, 2.652. O encontro definirá a forma de encaminhamento da paralisação.
Paralelamente, os representantes tentam reabrir as negociações. Um ofício foi encaminhado ao banco solicitando a retomada das conversas, que poderá ocorrer na noite desta quarta-feira. No entanto, Neide ressalta que isso não impede a greve: “O que pode acontecer é a retomada da negociação, mas isso não impede a greve de acontecer”.
Preocupação com cláusulas trabalhistas
A preservação das cláusulas da convenção coletiva também é uma preocupação. Segundo Neide, após a reforma trabalhista, o fim da ultratividade – que garantia a manutenção das cláusulas até a conclusão da negociação – aumentou a necessidade de assegurar os direitos previstos na convenção.
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Mariana Costa
Redatora especializada em cidadania e políticas públicas. No MS Digital News, dedica-se a apurar histórias que impactam diretamente a vida do sul-mato-grossense, com compromisso ético e transparência. Acredita no jornalismo como ferramenta de transformação social.
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