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Polícia de MS mira ‘cérebro’ de golpe do cartão e cumpre mandados no DF

Ação da 3ª DP de Campo Grande cumpriu três mandados em Ceilândia (DF) contra o núcleo intelectual do esquema de estelionato digital.

09/09/2026 às 18:26
3 min de leitura
Operação da Polícia Civil de MS mira 'cérebro' de golpe do cartão no Distrito Federal
Cartões fraudados, celulares e outros eletrônicos apreendidos hoje no Distrito Federal. (Foto: Divulgação PCMS)

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A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, por meio da 3ª Delegacia de Polícia de Campo Grande, deflagrou nesta quarta-feira (9) a segunda fase de uma operação contra um esquema de estelionato digital e lavagem de dinheiro. A ação cumpriu três mandados de busca e apreensão em Ceilândia (DF), com apoio da Coordenação de Repressão aos Crimes Contra o Consumidor, a Propriedade Imaterial e as Fraudes (Corf) da Polícia Civil do Distrito Federal e da Assessoria de Inteligência do Tribunal de Justiça de MS (TJMS).

Investigadores miram núcleo intelectual da quadrilha

O alvo da vez foi o núcleo intelectual da quadrilha. Segundo as investigações, os suspeitos baseados no Distrito Federal eram os cérebros do esquema, responsáveis por criar as ferramentas que viabilizavam as fraudes e ocultavam o dinheiro ilícito. Entre os recursos utilizados estavam:

  • E-mails falsos para abertura de contas;
  • Contas na plataforma Mercado Pago em nome de laranjas;
  • Perfis fictícios para dar aparência de regularidade cadastral.

Levantamentos apontam que os investigados já eram conhecidos da polícia e já tinham sido alvos da Polícia Federal e da Polícia Civil do DF por crimes cibernéticos.

Esquema usava dados vazados para criar regularidade

A operação de hoje é desdobramento da primeira fase, realizada em 3 de março deste ano em Caldas Novas (GO). Na ocasião, a polícia mirou o núcleo operacional do grupo, encarregado de receber mercadorias compradas com cartões de crédito fraudados.

Para aplicar os golpes, o grupo utilizava dados vazados para criar uma falsa aparência de regularidade cadastral. Com as contas e e-mails gerados pelo núcleo do DF, eles habilitavam linhas telefônicas, abriam contas bancárias e tomavam empréstimos. O dinheiro e os limites de crédito obtidos eram rapidamente convertidos em compras no varejo para dificultar o rastreamento, configurando a lavagem de capitais.

Celulares e documentos apreendidos nesta quarta-feira serão periciados para mapear o montante total movimentado pelo grupo e identificar outros envolvidos.

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Mariana Costa

Redatora especializada em cidadania e políticas públicas. No MS Digital News, dedica-se a apurar histórias que impactam diretamente a vida do sul-mato-grossense, com compromisso ético e transparência. Acredita no jornalismo como ferramenta de transformação social.

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