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POLÍTICA

Gilmar acusa Mendonça de condução eleitoral no STF em julgamento

No plenário do STF, Gilmar Mendes critica André Mendonça por suposto viés político-eleitoral em processo envolvendo Moraes, Vorcaro e Banco Master.

15/09/2026 às 13:47
3 min de leitura
Ministros Gilmar Mendes e André Mendonça em sessão do STF
Foto: Rosinei Coutinho/STF

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O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) registrou confronto aberto nesta terça-feira (15) entre os ministros Gilmar Mendes e André Mendonça. O embate ocorreu durante julgamento sobre a validade de um relatório da Polícia Federal que envolve o ministro Alexandre de Moraes, no âmbito das apurações ligadas a Daniel Vorcaro e ao Banco Master.

Acusação de viés político-eleitoral

Gilmar Mendes, decano da Corte, afirmou que a condução do processo por Mendonça tinha “inequívoco viés eleitoral”. Ele citou a escolha de datas, como o 7 de Setembro, e o fato de o tribunal estar em meio a uma campanha eleitoral. “Até as pedras sabem disso”, disparou, acrescentando que “pessoas decentes não agem assim”.

O ministro classificou a postura como covarde e vil, e disse que até a máfia tem ética. Para Gilmar, um tribunal que aceita esse tipo de conduta deixa de deliberar com liberdade, pois os ministros passam a atuar sob constrangimento.

Reação imediata de Mendonça

André Mendonça reagiu na hora. Chamou o colega de leviano, pediu que não apontasse o dedo para ele e exigiu respeito ao tribunal. Gilmar retrucou que quem não se dá respeito não merece respeito.

Moraes também eleva o tom

Antes do embate, Alexandre de Moraes já havia elevado o tom. Perguntou quem teria chamado a Polícia Federal e exigido que um colega fosse colocado em colaboração premiada. Ofereceu-se para indicar testemunhas, entre policiais e advogados.

Mendonça respondeu com uma palavra: “Mentira.” Moraes então disse que a manobra estaria a serviço de um grupo político que, segundo ele, quis dar um golpe no país.

Divergências e questão de ordem

Os ministros também divergiram sobre irregularidades na tramitação, o papel da Polícia Federal e a competência da Presidência do STF para reunir os procedimentos. Gilmar apresentou questão de ordem para suspender o julgamento, concentrar os autos no plenário e redistribuir a relatoria por sorteio, com nova manifestação da Procuradoria-Geral da República.

Edson Fachin, presidente da Corte, interrompeu a sessão. A questão de ordem de Gilmar deve ser analisada quando o julgamento for retomado.

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Fernando Bastos

Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.

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