STF julga relatório da PF com praça fechada e celular lacrado
Praça dos Três Poderes fica interditada nesta terça-feira (15) para sessão que discute relatório da PF sobre mensagens entre ex-dono do Banco Master e ministro Moraes.
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A Praça dos Três Poderes, em Brasília, estará fechada ao público nesta terça-feira (15) durante a sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) que analisa o relatório da Polícia Federal sobre mensagens entre Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, e o ministro Alexandre de Moraes. O julgamento começa às 10h e ocorre em meio a medidas rígidas de segurança.
A Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal vai reforçar o policiamento no entorno da praça e no anexo da Corte. No prédio, advogados, imprensa, assessores e funcionários terão de passar por detectores de metais e aparelhos de raio X. Celulares serão lacrados em sacos plásticos, como em concurso público, e alimentos e bebidas estão proibidos na sala.
STF endurece regras para o julgamento
O acesso ao plenário será restrito, com autorização do cerimonial. O público não poderá se manifestar durante a sessão, e a praça ficará isolada. Manifestantes poderão ir, no máximo, até a Via José Sarney, em frente ao Congresso, antes da Avenida das Bandeiras, na altura do Ministério da Saúde. O trânsito na Esplanada permanece liberado nos dois sentidos e só será bloqueado se houver necessidade.
Drones da Polícia Militar e câmeras farão o monitoramento, junto com a célula de inteligência criada em agosto para a segurança da capital nas eleições de 2026. O grupo reúne 22 órgãos distritais e federais e deve funcionar até janeiro. Mais policiais também atuarão a partir da Rodoviária do Plano Piloto, no Aeroporto de Brasília e na Rodoviária Interestadual. O Gabinete de Segurança Institucional da Presidência não detalhou medidas extras no Palácio do Planalto, mas afirmou que pode recorrer a grades se a situação exigir.
Mensagens entre Vorcaro e Moraes são o foco da sessão
Na pauta, os ministros discutem a validade do relatório da PF, criticado por integrantes da Corte que entendem que André Mendonça pediu investigação contra um colega sem aval do plenário. Também entra em análise o pedido de nulidade da Procuradoria-Geral da República (PGR). A PGR sustentou que Mendonça não deveria ter determinado apuração sobre o destinatário das mensagens sem provocação do Ministério Público ou da polícia, e que cabe ao plenário decidir sobre eventual investigação envolvendo Moraes.
A sessão foi convocada pelo presidente do STF, ministro Edson Fachin, e deve resolver se a apuração será aberta ou arquivada. As discussões acontecem em um cenário de segurança redobrada, com a praça fechada e a mobilização de drones da PM.
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Fernando Bastos
Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.
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