STF Determina Fim de Auxílios Financeiros a Juízes e Promotores em Todo o País
Corte limita 'penduricalhos' a 35% do teto constitucional, impactando remunerações acima de R$ 46,3 mil.
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O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou nesta quarta-feira (25) o fim de diversos auxílios financeiros pagos a juízes e membros do Ministério Público em todo o Brasil. A decisão visa coibir o pagamento de benefícios, conhecidos como ‘penduricalhos’, que elevam a remuneração dos servidores públicos acima do teto constitucional de R$ 46,3 mil.
A medida foi estabelecida na mesma decisão que limitou o pagamento dos ‘penduricalhos’ a 35% do salário de um ministro do Supremo, valor equivalente ao teto remuneratório constitucional. Por unanimidade, os ministros consideraram inconstitucionais alguns auxílios, determinando sua suspensão imediata. A suspensão se aplica a pagamentos previstos em decisões administrativas, resoluções e leis estaduais que não foram originados em leis federais.
O STF validou, no entanto, o pagamento de ‘penduricalhos’ previstos em lei federal. Esses pagamentos deverão ser limitados a 35% do teto constitucional, o que corresponde a R$ 16,2 mil.
Também foram autorizados pagamentos retroativos de benefícios reconhecidos por decisão judicial ou administrativa anteriores a fevereiro de 2026, mês em que o Supremo começou a deliberar sobre o assunto.
O adicional por tempo de serviço foi mantido pelos ministros. O benefício, previsto em lei, inclui um acréscimo de 5% ao salário por ano trabalhado. Esse adicional também foi limitado a 35% do teto e pode ser somado a outros ‘penduricalhos’, resultando em salários de até R$ 78,8 mil mensais para juízes e promotores em final de carreira.
Fonte: Jovem Pan News / Agência Brasil
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Fernando Bastos
Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.
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