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POLÍTICA

OAB Cria Comissão para Reforma do Judiciário com Foco no STF

Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil estabelece grupo de trabalho para implementar propostas aprovadas, incluindo mandatos fixos para ministros do STF e limitação de decisões monocráticas.

24/04/2026 às 00:35
3 min de leitura
OAB-SP cria comissão para debater ampla reforma do Judiciário

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O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) instituiu a Comissão de Mobilização para a Reforma do Poder Judiciário. A iniciativa visa articular e implementar propostas aprovadas pelo plenário da entidade. Mudanças no Supremo Tribunal Federal (STF) constituem o foco principal do grupo de trabalho.

Criado por portaria em 14 de abril de 2026, o colegiado assume a responsabilidade de coordenar a atuação institucional da OAB. Ele também mobilizará a advocacia e consolidará contribuições das seccionais para o encaminhamento das medidas propostas.

Rose Morais, secretária-geral da OAB Nacional, presidirá a comissão. O grupo é composto pelos conselheiros federais Breno Augusto Pinto de Miranda (MT), Marilena Indira Winter (PR) e Silvia Virginia Silva de Souza (SP). Juntam-se a eles os presidentes das seccionais Daniela Borges (BA), Márcio Nogueira (RO) e Rafael Lara Martins (GO).

Propostas para o STF e Parâmetros Éticos

Segundo Beto Simonetti, presidente nacional da OAB, a atuação da entidade dá sequência a discussões internas já consolidadas. “A OAB já aprovou em plenário seu apoio a itens fundamentais da reforma do Judiciário, como a adoção de mandatos fixos para ministros do STF, limitação das decisões monocráticas e estabelecimento de regras para a atuação de parentes de juízes na advocacia”, destaca Simonetti.

Propostas aprovadas por unanimidade pelo Conselho Pleno da OAB no início de 2026 também estão em pauta. Elas incluem a fixação de mandatos para ministros do STF, a limitação de decisões sem deliberação e a definição de regras para a atuação de parentes de magistrados na advocacia. “Tais medidas compreendem, entre outros temas, a instituição de parâmetros éticos mais rigorosos e uniformes para a magistratura e a fixação de mandato para Ministros dos Tribunais Superiores”, conforme consta no documento oficial.

A comissão prevê a participação de outras seccionais e conselheiros federais. Eles terão um prazo de 15 dias para encaminhar sugestões e subsídios aos membros da entidade, com apoio da assessoria jurídica do Conselho Federal.

A criação da comissão ocorre em meio ao debate sobre a adoção de um código de conduta para o STF. Em fevereiro de 2026, a OAB Nacional encaminhou ofício à Corte para a elaboração de um Código de Ética, defendendo a participação da advocacia no processo.

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Mariana Costa

Redatora especializada em cidadania e políticas públicas. No MS Digital News, dedica-se a apurar histórias que impactam diretamente a vida do sul-mato-grossense, com compromisso ético e transparência. Acredita no jornalismo como ferramenta de transformação social.

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