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POLÍTICA

Moro defende que próxima indicação ao STF fique para presidente eleito em 2027

Após inédita rejeição de Jorge Messias no Senado, Sergio Moro sugere que vaga na Suprema Corte seja preenchida apenas pelo próximo chefe do Executivo; veto presidencial sobre o PL da Dosimetria também em pauta.

30/04/2026 às 11:31
3 min de leitura
Sergio Moro diz que próxima indicação ao STF deve ficar para o próximo presidente

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O senador Sergio Moro (PL-PR) defendeu, nesta quinta-feira (30), que a próxima indicação ao Supremo Tribunal Federal (STF) seja feita apenas pelo presidente da República eleito em 2027. A declaração ocorre um dia após o Senado Federal rejeitar, em um movimento inédito, o nome do advogado-geral da União (AGU), Jorge Messias, para uma vaga na Corte, alegando a necessidade de garantir a independência do Judiciário frente ao Executivo.

Em entrevista ao Morning Show, da Jovem Pan News, o parlamentar avaliou que, apesar das qualidades técnicas, a proximidade de Messias com o governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi determinante para o insucesso da indicação. “Defendo que a próxima indicação fique para o próximo presidente. Apesar das qualidades técnicas do indicado, ele colocou a AGU a serviço de interesses políticos do PT e do presidente Lula. Assim, não pudemos aprovar um nome como esse”, afirmou Moro.

O senador classificou a rejeição como “uma vitória da sociedade representada pelo Senado”, reiterando a necessidade de um STF autônomo. “Precisamos de um STF independente do Executivo. Chega de ‘STF do Lula’. Não é esse o modelo de Supremo que queremos. O Senado deu a resposta que a sociedade precisava”, pontuou. Ontem (29), Moro já havia comemorado a derrota do governo nas redes sociais, afirmando que “o Brasil inteiro comenta a vitória histórica do povo brasileiro com a rejeição pelo Senado do indicado ao STF pelo Lula”.

Com 42 votos contrários, 34 favoráveis e uma abstenção, o Senado Federal barrou a indicação de Messias, tornando-o o primeiro nome a não ser aprovado para o cargo desde 1894. A vaga em questão foi deixada pelo ex-ministro Luís Roberto Barroso. A expectativa era de aprovação, mas a oposição ao governo Lula articulou-se nas últimas semanas para barrar a nomeação. Messias ganhou notoriedade em 2016, quando a então presidente Dilma Rousseff mencionou o “Bessias” em uma ligação telefônica gravada pela Polícia Federal.

Questionado sobre uma possível nova indicação ainda neste ano, Moro adiantou que se posicionará contra, a menos que o nome seja “amplamente consagrado” e atenda aos “interesses do país”. Em paralelo, o Congresso Nacional também analisa nesta quinta-feira (30) o veto do presidente Lula ao Projeto de Lei da Dosimetria, que busca reduzir penas de condenados por tentativa de golpe de Estado e envolvimento nos atos de 8 de janeiro de 2023. Moro defende a derrubada do veto, alegando desproporcionalidade nas punições impostas.

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Mariana Costa

Redatora especializada em cidadania e políticas públicas. No MS Digital News, dedica-se a apurar histórias que impactam diretamente a vida do sul-mato-grossense, com compromisso ético e transparência. Acredita no jornalismo como ferramenta de transformação social.

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