Presidente do Fed de Minneapolis Alerta para Aumento de Juros em 2026
Neel Kashkari aponta instabilidade no Oriente Médio como fator crítico para inflação e justifica possível elevação das taxas nos EUA.
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Um dirigente do Federal Reserve (Fed), banco central americano, indicou nesta sexta-feira, 1º de maio de 2026, a possibilidade de elevação das taxas de juros. A medida ocorreria se as perturbações econômicas geradas pela guerra no Oriente Médio superarem as previsões e acelerarem a inflação. Neel Kashkari, presidente do Fed de Minneapolis, defendeu a postura, distanciando-se do comunicado oficial da instituição.
Kashkari justificou sua recusa em manter as taxas inalteradas. “Um aumento da taxa de juros dos fundos federais poderia ser justificado, talvez até mesmo uma série de aumentos, mesmo correndo o risco de um maior enfraquecimento do mercado de trabalho”, afirmou o presidente do Fed de Minneapolis.
Ele integrou o grupo de quatro dos doze membros do comitê que se afastaram do comunicado da instituição ao fim da reunião de política monetária de quarta-feira, 29 de abril de 2026. Kashkari e outros dois membros apoiaram a decisão de manter as taxas inalteradas, mas não a orientação do banco de que um corte de juros seria o próximo movimento mais provável. O quarto dissidente votou a favor de uma redução das taxas nessa reunião.
O Comitê Federal de Mercado Aberto, responsável pela definição das taxas de juros, “deveria oferecer perspectivas de política monetária que indiquem que a próxima mudança nos juros poderia ser tanto uma redução quanto um aumento, dependendo de como a economia evoluir”, afirmou Kashkari.
Kashkari citou os riscos envolvidos em um fechamento prolongado do Estreito de Ormuz como exemplo de ameaça. Este é um desdobramento do conflito no Oriente Médio. O Irã praticamente bloqueou essa via navegável, uma rota fundamental para o transporte de energia e fertilizantes, após os ataques dos Estados Unidos e de Israel iniciados em 28 de fevereiro de 2026. Este cenário provocou uma alta nos preços do petróleo, alimentando temores de uma disparada inflacionária.
Em declaração separada, a presidente do Fed de Cleveland, Beth Hammack, também expressou discordância. “Discordo do comunicado posterior à reunião porque não acredito que tenha sido apropriado incluir uma inclinação para a flexibilização em relação à trajetória futura da política monetária”, afirmou Hammack.
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Fernando Bastos
Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.
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