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INTERNACIONAL

Surto de Hantavírus em Cruzeiro: Cabo Verde Nega Desembarque, OMS Minimiza Risco

Três mortes confirmadas no MV Hondius. Organização Mundial da Saúde (OMS) declara baixo risco de propagação, mas autoridades cabo-verdianas mantêm restrição em 4 de maio de 2026.

04/05/2026 às 22:06
3 min de leitura
Três mortes por hantavírus em cruzeiro foram confirmadas

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou nesta segunda-feira, 4 de maio de 2026, um risco “baixo” de propagação do hantavírus, apesar do suposto surto em um navio de cruzeiro holandês que causou três mortes. Contudo, as autoridades de Cabo Verde negaram o desembarque dos passageiros do MV Hondius, que ancorou no porto de Praia.

O navio MV Hondius, da operadora Oceanwide Expeditions, fazia a rota entre Ushuaia, na Argentina, e Cabo Verde. Um fotógrafo da AFP flagrou a embarcação ancorada na capital do arquipélago da África Ocidental na manhã desta segunda-feira, 4 de maio de 2026. A Oceanwide Expeditions confirmou uma “situação médica grave” a bordo.

A empresa confirmou três mortes. Duas ocorreram a bordo do navio e uma após o desembarque. Duas vítimas eram de nacionalidade holandesa, e a imprensa dos Países Baixos informa que a nacionalidade da terceira vítima permanece desconhecida. A OMS confirmou um caso de infecção por hantavírus e registrou “outros cinco casos suspeitos” no domingo, 3 de maio de 2026.

OMS Reafirma Baixo Risco e Não Recomenda Restrições

O diretor regional da OMS para a Europa, Hans Kluge, transmitiu uma mensagem tranquilizadora. “O risco para a população em geral permanece baixo. Não há motivo para pânico ou para impor restrições de viagem”, observou ele. Kluge enfatizou que infecções por hantavírus são raras e “não são facilmente transmitidas entre pessoas”.

Hantavírus são transmitidos a humanos principalmente por roedores selvagens infectados, como ratos ou camundongos. Esses animais eliminam o vírus pela saliva, urina e fezes. A infecção pode ocorrer por mordida, contato direto com os animais ou seus excrementos, ou pela inalação de poeira contaminada. A OMS colabora com os países afetados em atendimento médico, evacuação e investigações, informou Kluge.

Cabo Verde Mantém Proibição de Atracagem

Apesar da avaliação da OMS, as autoridades de Cabo Verde mantiveram a proibição de atracagem. O navio não recebeu autorização para atracar no porto da Praia para “proteger a população cabo-verdiana”, declarou Maria da Luz Lima, presidente do Instituto Nacional de Saúde Pública (INSP), à Rádio de Cabo Verde na noite de domingo, 3 de maio de 2026.

Médicos locais embarcaram para avaliar a saúde de dois passageiros doentes, mas a autorização para levá-los à terra firme ainda não foi concedida. A operadora de turismo informou que um passageiro está na UTI em Joanesburgo e outros dois “precisam de atendimento médico urgente”. Um paciente britânico recebeu atendimento na África do Sul, confirmou a OMS. O Ministério das Relações Exteriores holandês confirmou à AFP que está “considerando” a repatriação das “duas pessoas que apresentam sintomas e que estão a bordo do MV Hondius”.

O hantavírus foi confirmado no passageiro internado em terapia intensiva em Joanesburgo. Ainda não se sabe se o vírus causou as três mortes ou os sintomas dos outros dois passageiros doentes. Sem vacinas ou medicamentos específicos disponíveis contra o hantavírus, os tratamentos atuais se limitam ao alívio dos sintomas. Aproximadamente 200 casos de síndrome pulmonar por hantavírus ocorrem anualmente, principalmente nas Américas do Norte e do Sul, segundo o sistema público de saúde do Canadá.

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André Vilela

Formado em Comunicação Social, atua no jornalismo digital com foco na agilidade e precisão da informação. Cobre o cotidiano das cidades sul-mato-grossenses, trazendo os fatos assim que eles acontecem. Apaixonado por tecnologia e novas mídias.

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