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INTERNACIONAL

Maersk Transita Estreito de Ormuz sob Escolta dos EUA em Meio à Crise Regional

Navio Alliance Fairfax, retido desde fevereiro de 2026, completou a passagem em 4 de maio de 2026, após anúncio do "Projeto Liberdade" por Donald Trump.

05/05/2026 às 15:36
3 min de leitura
Navios-tanque são vistos no Terminal de Contêineres de Khor Fakkan, o único porto natural de águas profundas da região e um dos principais portos de contêineres do Emirado de Sharjah, ao longo do Estreito de Ormuz, uma hidrovia por onde passa um quinto da produção global de petróleo, em 23 de junho de 2025. Os militares dos EUA disseram que iniciariam um bloqueio a todos os portos iranianos em 13 de abril de 2026, após o colapso das negociações entre os lados em guerra no Paquistão, com o presidente dos EUA culpando a recusa do Irã em abandonar suas ambições nucleares.

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A transportadora dinamarquesa Maersk, segunda maior do mundo em transporte marítimo, anunciou nesta terça-feira, 5 de maio de 2026, a travessia segura de seu navio de bandeira norte-americana, o Alliance Fairfax, pelo Estreito de Ormuz. Forças dos Estados Unidos escoltaram a embarcação. O trânsito ocorreu sem incidentes, e a tripulação está segura.

O navio permanecia retido no Golfo Pérsico desde fevereiro de 2026. A Maersk informou em comunicado à AFP que “foi-lhe oferecida a oportunidade” de deixar a região acompanhado pelo exército dos EUA. “Posteriormente, o navio deixou o Golfo Pérsico acompanhado por meios militares norte-americanos” em 4 de maio de 2026, detalhou a empresa. “O trânsito foi realizado sem incidentes e todos os membros da tripulação estão sãos e salvos”, acrescentou o comunicado.

Operação “Projeto Liberdade”

O presidente Donald Trump anunciou, no domingo, 3 de maio de 2026, o início de uma operação para garantir a segurança de navios de diversos países retidos no Estreito de Ormuz. Esta região enfrenta uma intensa escalada de tensão no Oriente Médio. Trump batizou a iniciativa de “Projeto Liberdade”. Ele instruiu seus representantes a comunicar aos países afetados que os EUA usariam “nossos melhores esforços para retirar seus navios e tripulações em segurança do Estreito”. Muitos navios enfrentavam baixa de suprimentos críticos, como comida, colocando em risco a saúde e higiene das tripulações.

Após o início da operação, a mídia iraniana reportou que um navio da Marinha dos Estados Unidos foi alvo de dois mísseis no Estreito de Ormuz. Contudo, o Comando Central dos EUA negou prontamente qualquer ataque, afirmando que nenhuma embarcação americana foi atingida. As forças do país continuam a manter o bloqueio naval aos portos iranianos.

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André Vilela

Formado em Comunicação Social, atua no jornalismo digital com foco na agilidade e precisão da informação. Cobre o cotidiano das cidades sul-mato-grossenses, trazendo os fatos assim que eles acontecem. Apaixonado por tecnologia e novas mídias.

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