OMI Critica Plano de Escolta dos EUA e Alerta para Crise de Marinheiros no Oriente Médio
Organização Marítima Internacional considera escoltas navais insustentáveis e exige redução de tensões para liberar 20 mil profissionais retidos. Agências da ONU intensificam apoio humanitário na região.
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A Organização Marítima Internacional (OMI) manifestou ceticismo em relação ao Projeto Liberdade, uma iniciativa liderada pelos Estados Unidos. O plano americano prevê escoltar embarcações comerciais fora das zonas de risco no Oriente Médio. A entidade especializada no setor marítimo afirmou ter conhecimento dos relatos, mas ressaltou a falta de detalhes concretos sobre a operação.
A OMI continua a recomendar máxima cautela para os navios na área. A agência destaca que as escoltas navais não representam uma solução sustentável. Para a organização, apenas a redução da escalada das tensões e um acordo de longo prazo podem garantir a segurança dos trabalhadores do mar. A região enfrenta desafios logísticos e de segurança alarmantes.
A OMI celebrou a atenção voltada aos trabalhadores marítimos inocentes, presos na região devido ao conflito. Cerca de 800 embarcações permanecem retidas. Petroleiros, graneleiros e porta-contêineres estão bloqueados no Estreito de Ormuz. Com uma média de 25 pessoas por embarcação, estima-se que 20 mil marinheiros estejam confinados nesta área específica. O número total de embarcações em todo o Golfo Pérsico alcança aproximadamente 3 mil, elevando significativamente o número de profissionais afetados.
A Federação Internacional dos Trabalhadores em Transportes (ITF) já apoiou a repatriação de cerca de 450 profissionais. No entanto, a OMI alerta que a esmagadora maioria ainda permanece vulnerável em meio à crise regional.
Esforços Humanitários de Outras Agências da ONU
Outras agências das Nações Unidas intensificam esforços nos países vizinhos para conter as consequências do conflito. No Líbano, a Agência de Assistência aos Refugiados Palestinos (Unrwa) concentra seu suporte em abrigos de emergência. Desde o início da escalada militar em março de 2026, a Unrwa contou com o apoio de parceiros locais. Eles distribuíram cestas básicas, alimentos prontos e cerca de 14 mil refeições quentes.
Paralelamente, a Agência das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) gerencia a movimentação civil. Um cessar-fogo em vigor no Líbano impulsiona essa movimentação, em uma ação considerada complexa. Na Faixa de Gaza, o foco está na mitigação dos danos estruturais, culturais e sociais. A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) anunciou um pacote de apoio à região.
Na segunda-feira, 5 de maio de 2026, a agência confirmou a destinação de US$ 5,7 milhões. O valor visa proteger o patrimônio danificado e restaurar oportunidades de aprendizado. As ações de recuperação incluem suporte psicossocial contínuo à população e o fornecimento de equipamentos de proteção para garantir a segurança dos jornalistas na cobertura da crise.
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André Vilela
Formado em Comunicação Social, atua no jornalismo digital com foco na agilidade e precisão da informação. Cobre o cotidiano das cidades sul-mato-grossenses, trazendo os fatos assim que eles acontecem. Apaixonado por tecnologia e novas mídias.
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