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POLÍTICA

STF: Moraes Nega Benefício Imediato da Lei da Dosimetria para Débora do Batom

Ministro Alexandre de Moraes considera pedido "prejudicado" por falta de promulgação da norma que visa condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023.

05/05/2026 às 07:36
3 min de leitura
Brasília (DF), 08/01/2023 - Estátua da Justiça em frente ao STF pintado com os dizeres "Perdeu Mané" durante atos anti-democráticos. Foto: Jodeson Alves/Agência Brasil

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta segunda-feira (4 de maio) o pedido para que a cabeleireira Débora Rodrigues dos Santos, conhecida como Débora do Batom, fosse imediatamente beneficiada pelo Projeto de Lei (PL) da Dosimetria. A decisão do magistrado considerou a solicitação “prejudicada”, uma vez que a nova legislação ainda não foi promulgada e, portanto, não está em vigor.

Na última semana, mais precisamente em 30 de abril de 2026, o Congresso Nacional derrubou o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao referido projeto, que visa beneficiar condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. A defesa de Débora do Batom havia protocolado o pedido ao Supremo na última sexta-feira (1º de maio), um dia após a votação, buscando a redução da pena mesmo antes da promulgação oficial do PL.

Conforme a Constituição Federal, o projeto de lei deve ser encaminhado para promulgação pelo presidente da República em até 48 horas após a derrubada do veto. Caso o prazo não seja cumprido, a tarefa recai sobre o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Débora Rodrigues dos Santos foi condenada a 14 anos de prisão por sua participação nos atos de 8 de janeiro, sendo notória por pichar a frase “Perdeu, mané” na estátua da Justiça, em frente ao edifício-sede do STF, utilizando um batom.

Atualmente, a cabeleireira cumpre pena em regime domiciliar desde março de 2025, em Paulínia (SP), devido a ter filhos menores de idade. Seus advogados argumentam que ela já cumpriu três anos de prisão e poderia progredir para o regime semiaberto. Na sua decisão, o ministro Moraes foi categórico: “O Congresso Nacional, em sessão realizada em 30/4/2026, derrubou o veto da Presidência da República (VET 3/2026), ressalvados dispositivos prejudicados, ao chamado PL da Dosimetria (PL 2.162/2023), não tendo ocorrido, até o momento, nem a promulgação, tampouco a publicação do diploma normativo, que, portanto, não está em vigor”.

Durante o cumprimento de sua prisão domiciliar, Débora do Batom é monitorada por tornozeleira eletrônica e possui restrições severas, incluindo a proibição de uso de redes sociais e de contato com outros investigados pelos atos. Qualquer descumprimento das condições impostas poderá resultar em seu retorno ao regime fechado em um presídio.

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Mariana Costa

Redatora especializada em cidadania e políticas públicas. No MS Digital News, dedica-se a apurar histórias que impactam diretamente a vida do sul-mato-grossense, com compromisso ético e transparência. Acredita no jornalismo como ferramenta de transformação social.

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