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INTERNACIONAL

Justiça dos EUA Divulga Suposta Carta de Suicídio de Jeffrey Epstein

Documento, antes sigiloso, foi revelado a pedido do The New York Times e integra processo judicial de ex-companheiro de cela.

07/05/2026 às 01:06
3 min de leitura
Jeffrey Epstein e sua suposta carta de suicídio

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A Justiça dos Estados Unidos divulgou hoje (7) uma suposta carta de suicídio do bilionário Jeffrey Epstein. Um juiz federal do Tribunal Distrital do Distrito Sul de Nova York autorizou a revelação do documento, antes mantido sob sigilo, após solicitação do jornal The New York Times. A nota integra um processo judicial que envolve Nicholas Tartaglione, ex-companheiro de cela de Epstein.

Nicholas Tartaglione encontrou a suposta carta em 2019. O fato ocorreu depois que Epstein foi encontrado inconsciente em sua cela, com um pano enrolado no pescoço. O The New York Times revelou a existência do documento no fim de abril de 2026, publicando uma matéria sobre a carta e solicitando sua divulgação à Justiça. A autenticidade da escrita não foi confirmada como sendo de Epstein.

Conteúdo da Suposta Carta

A tradução da carta, aparentemente, é a seguinte:

“Eles me investigaram por meses — Não encontraram nada!!!
Então o resultado foi uma acusação de 16 anos atrás.
É um prazer poder escolher a hora de dizer adeus.
O que você quer que eu faça — cair no choro!!
Não é legal — Não vale a pena!!”

Contexto e Controvérsia

De acordo com o The New York Times, Epstein afirmou na época que não era suicida. Ele acusou o companheiro de cela de o atacar. Epstein foi transferido de cela, mas encontrado morto dias depois, em 2019. Processos judiciais envolvendo figuras públicas frequentemente geram debates sobre transparência e acesso a informações.

Tartaglione, um ex-policial que cumpre prisão perpétua por homicídio, relatou ter encontrado a carta dentro de um livro logo após a transferência de Epstein. Um juiz federal lacrou o documento, que permanece parte do processo criminal contra Tartaglione. Casos de quebra de decoro ou conduta em ambientes institucionais, como o prisional, levantam questionamentos sobre as dinâmicas de poder e as garantias de segurança.

Jeffrey Epstein era um bilionário com vasto trânsito entre banqueiros, políticos, cientistas, membros da realeza e celebridades de Hollywood. Por trás de sua imagem de investidor influente, ele operava uma rede criminosa de exploração sexual de menores por anos. Cúmplices e um sistema de proteção contribuíram para a perpetuação dos crimes, e o caso ainda gera suspeitas. Epstein foi preso em 2019 e morreu em uma cela em Nova York antes de ser julgado oficialmente, em um evento classificado como suicídio. Desde então, teorias, investigações paralelas e arquivos secretos continuam a repercutir o caso.

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Fernando Bastos

Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.

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