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INTERNACIONAL

Estreito de Ormuz: Novos Ataques Abalam Frágil Trégua entre EUA e Irã

Forças americanas afirmam ter desativado navios-tanque iranianos que tentavam violar bloqueio no Golfo, enquanto Teerã fala em "confrontos esporádicos" em meio a propostas de paz para encerrar o conflito.

08/05/2026 às 19:36
3 min de leitura
Estreito de Ormuz

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A tensão no Estreito de Ormuz escalou novamente nesta sexta-feira (8 de maio de 2026) com relatos de ataques a navios-tanque, reacendendo preocupações sobre a frágil trégua entre Estados Unidos e Irã. Ambos os lados confirmaram incidentes na estratégica via marítima, mas divergiram sobre a natureza e a autoria dos confrontos, em um momento delicado de negociações para estender um cessar-fogo no Golfo Pérsico.

Segundo o Comando Central dos EUA (CENTCOM), forças americanas dispararam contra dois navios-tanque de bandeira iraniana, o M/T Sea Star III e o M/T Sevda, que tentavam violar o bloqueio imposto pelos EUA aos portos iranianos. Em uma publicação no X, o CENTCOM detalhou que um F/A-18 Super Hornet da Marinha dos EUA “desativou ambos os navios-tanque após disparar munições de precisão em suas chaminés, impedindo que as embarcações em descumprimento entrassem no Irã” no Golfo de Omã. Por sua vez, a agência de notícias semiestatal iraniana Fars noticiou “confrontos esporádicos” com os EUA. “Na última hora, confrontos esporádicos ocorreram entre as forças armadas iranianas e embarcações americanas no Estreito de Ormuz”, afirmou a agência, sem fornecer detalhes sobre o que teria provocado os incidentes ou a extensão dos mesmos.

Os eventos desta sexta-feira seguem um ataque similar ocorrido na quarta-feira (6 de maio de 2026), quando forças dos EUA também alvejaram o navio de bandeira iraniana M/T Hasna. Na ocasião, um F/A-18 Super Hornet atacou o leme do petroleiro descarregado com rajadas de um canhão de 20 mm, enquanto a embarcação tentava acessar um porto iraniano. A escalada acontece em meio a um conflito que teve início em 28 de fevereiro deste ano, levando o Irã a fechar grande parte do Estreito de Ormuz. Em resposta, os EUA impuseram seu próprio bloqueio aos portos iranianos, visando estrangular o comércio marítimo do país. Atualmente, mais de 70 petroleiros, com capacidade para transportar mais de 166 milhões de barris de petróleo iraniano (avaliados em mais de 13 bilhões de dólares), estão impedidos de entrar ou sair dos portos iranianos devido a este bloqueio.

No domingo (3 de maio de 2026), o então presidente Trump havia anunciado o “Projeto Liberdade”, uma operação naval dos EUA para reabrir o estreito ao transporte comercial. Contudo, a iniciativa foi suspensa após apenas um dia, em favor de um retorno às negociações com o Irã para pôr fim à guerra no Oriente Médio. Em seguida, a Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) declarou que a travessia pelo Estreito de Ormuz poderia ser retomada de forma “segura e sustentável” com o “fim das ameaças dos agressores”, em resposta à pausa do “Projeto Liberdade”. Os ataques desta sexta-feira ocorrem enquanto Washington aguarda uma resposta de Teerã à mais recente proposta de acordo para encerrar o conflito no Golfo. Os EUA enviaram ao Irã, por meio de mediadores paquistaneses, uma proposta para estender a trégua e permitir negociações sobre um acordo final para o conflito.

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Fernando Bastos

Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.

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