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ESTADO

Mato Grosso do Sul Inicia Plano de Adaptação Climática no SUS

Iniciativa fortalece vigilância em saúde e prepara o estado para eventos climáticos extremos em 2026.

09/05/2026 às 07:06
3 min de leitura

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Mato Grosso do Sul começou a desenvolver um plano setorial para adaptar o Sistema Único de Saúde (SUS) às mudanças climáticas. A iniciativa, em articulação com o Ministério da Saúde e a Coordenação-Geral de Mudanças Climáticas e Equidade em Saúde (CGCLIMA), integra o programa Adapta-SUS. O objetivo é estruturar diretrizes e ações que preparem o sistema de saúde do estado para os impactos de eventos climáticos extremos, fortalecendo a vigilância e a infraestrutura local.

Encontro Estratégico Define Diretrizes

Um encontro estratégico ocorreu nos dias 22 e 23 de abril de 2026, no Auditório do Conselho Estadual de Saúde de Mato Grosso do Sul. O evento reuniu gestores, técnicos e representantes de instituições parceiras para subsidiar a elaboração do plano. Participaram do encontro representantes de áreas como Atenção Primária, Atenção à Saúde, Vigilância em Saúde, Gestão do Trabalho e Educação na Saúde, Vigilância Sanitária, Vigilância em Saúde Ambiental e Toxicológica, Cievs (Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde), Superintendência de Saúde Digital, Cetec (Coordenadoria de Tecnologia da Informação), Cieges (Centro de Informações Estratégicas para a Gestão Estadual do SUS), Diretoria-Executiva do Fundo Estadual de Saúde e Relações Institucionais, além do Distrito Sanitário Especial Indígena.

Instituições como Ouvidoria do SUS, Hemosul, Lacen (Laboratório Central de Saúde Pública), Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima) da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação) e o Conselho Estadual de Saúde também estiveram presentes. Durante a programação, técnicas do Ministério da Saúde apresentaram diretrizes nacionais de adaptação climática. Elas destacaram os impactos das mudanças do clima na saúde pública e a importância da organização territorial para responder a eventos extremos, com foco na vulnerabilidade epidemiológica, como os desafios enfrentados em casos como o surto de Hantavírus em Cruzeiro.

Desafios e Necessidades Locais

As discussões abordaram as potencialidades e fragilidades do território sul-mato-grossense. Houve ênfase na Vigilância em Saúde Ambiental e Toxicológica e nos desafios de integração entre áreas técnicas. Karyston Adriel Machado da Costa, coordenador da Vigilância em Saúde Ambiental e Toxicológica do estado, sublinhou a necessidade de planejamento intersetorial e do fortalecimento das capacidades locais do SUS para enfrentar eventos climáticos extremos. Madalena da Silva Xavier, coordenadora do Cerest (Centro de Referência em Saúde do Trabalhador) Regional, enfatizou os impactos das mudanças climáticas na saúde dos trabalhadores e a urgência de adaptar ambientes laborais e políticas preventivas.

Trabalho Integrado para Resposta Efetiva

A construção do plano ocorre de forma participativa. As áreas técnicas contribuem na identificação de riscos prioritários e na definição de diretrizes iniciais, alinhadas às orientações nacionais do Adapta-SUS. Esta iniciativa representa um movimento estratégico para fortalecer a capacidade de resposta do SUS em Mato Grosso do Sul. O foco está na vigilância em saúde, nas vulnerabilidades de infraestruturas e na adoção de medidas que garantam a continuidade dos serviços diante de eventos como ondas de calor, secas, enchentes e queimadas. O AdaptaSUS representa uma estratégia fundamental para a adaptação do setor de saúde no Brasil.

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Fernando Bastos

Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.

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