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INTERNACIONAL

Paquistão Lidera Mediação em Conflito Irã-EUA; Trump Negocia Acordo de Paz

Catar e Turquia também atuam como mediadores em crises globais, fortalecendo sua influência diplomática. Presidente Trump discute detalhes finais de entendimento com o Irã.

25/05/2026 às 18:46
3 min de leitura
Presidente dos EUA, Donald Trump, e o orimeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif

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O Paquistão emergiu como peça central na mediação de conflitos armados globais, atuando decisivamente na crise entre Estados Unidos e Irã. Desde 28 de fevereiro de 2026, EUA e Israel lançaram ataques contra o Irã para conter seu programa nuclear. O regime iraniano registrou mais de 5 mil mortes, incluindo o líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, e parte de sua família, conforme dados da Reuters de 2 de abril de 2026. EUA e Irã negociam um acordo de paz no Oriente Médio, mantendo um cessar-fogo desde 7 de abril de 2026.

No sábado, 23 de maio de 2026, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, realizou uma ligação do Salão Oval com líderes do Oriente Médio. Eles discutiram um memorando de entendimento para a paz com a República Islâmica do Irã. Trump afirmou que “os detalhes finais do entendimento seguem em discussão e devem ser anunciados em breve”. A abertura do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio global de petróleo, figura entre os pontos cruciais do acordo, conforme destacou o republicano.

Paquistão: Ponte Essencial na Geopolítica Asiática

O Paquistão, país asiático com fronteira ao sul do Irã, tornou-se o principal mediador diplomático do conflito. O professor e doutor em Relações Internacionais Sidney Ferreira Leite descreve o Paquistão como uma “ponte política essencial para crises envolvendo atores asiáticos e insurgências de longo prazo”. Ele ressalta que a mediação para o cessar-fogo entre Irã e EUA transcende a geopolítica tradicional. Sidney argumenta que reduzir as conversas mediadoras ao “xadrez das grandes potências” é um equívoco, pois três “camadas invisíveis” impulsionam o sucesso dos acordos e o posicionamento desses países como “apaziguadores”.

O pesquisador e professor de Relações Internacionais da Universidade Federal Fluminense (UFF), Vitelio Brustolin, sublinha a relevância do Paquistão. “Para o Paquistão a guerra não é um evento distante. Ele tem uma fronteira sensível, compartilha quase 1000 km de fronteira com o Irã, então qualquer desestabilização gera fluxo de refugiados e risco de segurança na região do Baluquistão”, explicou Brustolin. Ele também aponta a dependência energética paquistanesa: “O Paquistão importa quase todo seu petróleo e gás de países do Golfo. Em uma guerra que fecha o Estreito de Ormuz, como essa, acaba paralizando grande parte da economia Paquistanesa de forma quase instantânea”. Trump avança em acordo de paz com Irã, visando a estabilidade na região.

Diplomacia de Paz e Soft Power de Catar e Turquia

O professor Sidney Ferreira Leite também destaca o papel de outros países mediadores, como Catar e Turquia. Segundo ele, essas nações utilizam a diplomacia de paz para “consolidar liderança no mundo islâmico e projetar um ‘soft power’ (capacidade de um país influenciar comportamentos e decisões de outras nações) que compensa suas limitações territoriais”. Além disso, a estabilização regional é uma “autodefesa” para evitar crises de refugiados e choques energéticos que afetariam diretamente suas fronteiras. O Irã executou um acusado de espionagem para os Estados Unidos e Israel, adicionando tensão ao cenário.

A pesquisadora do Núcleo de Pesquisa em Relações Internacionais da Universidade de São Paulo (USP) e professora da disciplina, Isabelle C. Somma de Castro, afirma que os três países têm gr

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Mariana Costa

Redatora especializada em cidadania e políticas públicas. No MS Digital News, dedica-se a apurar histórias que impactam diretamente a vida do sul-mato-grossense, com compromisso ético e transparência. Acredita no jornalismo como ferramenta de transformação social.

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