Hezbollah Espera Acordo EUA-Irã por Trégua no Líbano e Rejeita Desarmamento
Líder Naim Qasem expressa otimismo sobre cessar-fogo regional, mas considera desarmamento inaceitável e critica diálogos com Israel.
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O líder do movimento xiita libanês Hezbollah, Naim Qasem, manifestou esperança no último domingo, 23 de maio de 2026, em um acordo entre os Estados Unidos e o Irã. Qasem espera que este pacto inclua uma trégua no Líbano. Ele fez a declaração durante um discurso televisionado.
Acordo EUA-Irã e Cessar-Fogo
Qasem afirmou que há indícios de progresso nas negociações entre as potências. “Se Deus quiser, este acordo será concretizado e já há indícios de que será fechado; portanto, nós também faremos parte deste acordo, um acordo para o cessar total das hostilidades”, disse o líder do Hezbollah. A expectativa de um cessar-fogo regional surge em meio a tensões contínuas no Oriente Médio, onde EUA e Irã negociam um acordo de paz.
Rejeição ao Desarmamento e Crítica a Negociações com Israel
Naim Qasem, contudo, deixou claro que o desarmamento do grupo pró-iraniano é inaceitável. Ele equiparou tal medida à aniquilação do Hezbollah. “O desarmamento implica despojar o Líbano de sua capacidade defensiva e da capacidade de resistência (do Hezbollah) e de seu povo, o que abre caminho para sua aniquilação”, afirmou Qasem. Ele reiterou a posição do grupo: “O desarmamento equivale à aniquilação e não podemos aceitá-lo.”
O dirigente do Hezbollah argumentou que a reivindicação do governo libanês por um monopólio estatal de armas “neste estágio tem como objetivo atacar a resistência e é um projeto israelense”. Qasem também exortou as autoridades libanesas a abandonar as conversas com Israel. Um quarto ciclo de diálogos está previsto para o início de junho de 2026, em Washington. Qasem classificou estas negociações como prejudiciais ao Líbano, beneficiando apenas Israel, e as descreveu como uma “punhalada pelas costas para seu grupo”. As relações entre Irã, Estados Unidos e Israel permanecem complexas, com o presidente Trump moderando expectativas sobre um acordo com o Irã e o Irã executando acusados de espionagem para esses países.
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André Vilela
Formado em Comunicação Social, atua no jornalismo digital com foco na agilidade e precisão da informação. Cobre o cotidiano das cidades sul-mato-grossenses, trazendo os fatos assim que eles acontecem. Apaixonado por tecnologia e novas mídias.
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