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INTERNACIONAL

Hezbollah Espera Acordo EUA-Irã por Trégua no Líbano e Rejeita Desarmamento

Líder Naim Qasem expressa otimismo sobre cessar-fogo regional, mas considera desarmamento inaceitável e critica diálogos com Israel.

26/05/2026 às 03:46
3 min de leitura
Uma escavadeira remove os escombros perto de edifícios gravemente danificados na vila de Bednayel, na região do Vale do Bekaa, no leste do Líbano, em 21 de fevereiro de 2026, após ataques israelenses. O presidente do Líbano, Joseph Aoun, condenou em 21 de fevereiro os ataques mortais de Israel contra seu país no dia anterior, enquanto um parlamentar do Hezbollah pediu a Beirute que suspendesse as reuniões com um comitê que monitora o cessar-fogo de um ano com Israel.

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O líder do movimento xiita libanês Hezbollah, Naim Qasem, manifestou esperança no último domingo, 23 de maio de 2026, em um acordo entre os Estados Unidos e o Irã. Qasem espera que este pacto inclua uma trégua no Líbano. Ele fez a declaração durante um discurso televisionado.

Acordo EUA-Irã e Cessar-Fogo

Qasem afirmou que há indícios de progresso nas negociações entre as potências. “Se Deus quiser, este acordo será concretizado e já há indícios de que será fechado; portanto, nós também faremos parte deste acordo, um acordo para o cessar total das hostilidades”, disse o líder do Hezbollah. A expectativa de um cessar-fogo regional surge em meio a tensões contínuas no Oriente Médio, onde EUA e Irã negociam um acordo de paz.

Rejeição ao Desarmamento e Crítica a Negociações com Israel

Naim Qasem, contudo, deixou claro que o desarmamento do grupo pró-iraniano é inaceitável. Ele equiparou tal medida à aniquilação do Hezbollah. “O desarmamento implica despojar o Líbano de sua capacidade defensiva e da capacidade de resistência (do Hezbollah) e de seu povo, o que abre caminho para sua aniquilação”, afirmou Qasem. Ele reiterou a posição do grupo: “O desarmamento equivale à aniquilação e não podemos aceitá-lo.”

O dirigente do Hezbollah argumentou que a reivindicação do governo libanês por um monopólio estatal de armas “neste estágio tem como objetivo atacar a resistência e é um projeto israelense”. Qasem também exortou as autoridades libanesas a abandonar as conversas com Israel. Um quarto ciclo de diálogos está previsto para o início de junho de 2026, em Washington. Qasem classificou estas negociações como prejudiciais ao Líbano, beneficiando apenas Israel, e as descreveu como uma “punhalada pelas costas para seu grupo”. As relações entre Irã, Estados Unidos e Israel permanecem complexas, com o presidente Trump moderando expectativas sobre um acordo com o Irã e o Irã executando acusados de espionagem para esses países.

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André Vilela

Formado em Comunicação Social, atua no jornalismo digital com foco na agilidade e precisão da informação. Cobre o cotidiano das cidades sul-mato-grossenses, trazendo os fatos assim que eles acontecem. Apaixonado por tecnologia e novas mídias.

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