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POLÍTICA

Ministro Marco Buzzi Tem Vencimentos Reduzidos Drasticamente Após Corte de Penduricalhos

Afastado por denúncias de assédio sexual, magistrado do STJ viu remuneração cair de mais de R$ 100 mil para R$ 35,1 mil líquidos em maio, em meio a novas regras do STF e processo disciplinar.

01/06/2026 às 17:46
3 min de leitura
Ministro Marco Buzzi - Foto: Arquivo/Sérgio Amaral/STJ

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Três meses após ser afastado cautelarmente do Superior Tribunal de Justiça (STJ) em decorrência de denúncias de assédio sexual, o ministro Marco Buzzi teve uma drástica redução em seus vencimentos. Em maio de 2026, o magistrado, que antes recebia mais de R$ 100 mil mensais, viu sua remuneração líquida cair para R$ 35,1 mil com a suspensão de “penduricalhos” que inflavam seus ganhos.

A medida, que já era esperada, impactou diretamente o contracheque de Buzzi, cujos valores extras o faziam ultrapassar o teto constitucional. Segundo dados do Portal da Transparência do STJ, em abril, a remuneração bruta do ministro havia atingido quase R$ 127 mil, e em março, R$ 132 mil. No mês passado (maio), após os cortes, o valor bruto caiu para R$ 61,1 mil, composto por R$ 44 mil de subsídio e R$ 16,4 mil registrados como “vantagens pessoais”, antes dos descontos obrigatórios de imposto de renda e previdência.

A suspensão dessas verbas adicionais segue a regulamentação estabelecida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em março de 2026. A nova diretriz limita os adicionais indenizatórios no Judiciário a, no máximo, 35% do subsídio dos ministros da Corte, que atualmente é de R$ 46.366,19. Isso significa que os extras não podem ultrapassar R$ 16.228,16, uma tentativa de conter os altos salários na magistratura.

Marco Buzzi está afastado de suas funções desde 10 de fevereiro de 2026. Ele é alvo de investigação por suposta importunação sexual contra uma jovem de 19 anos, filha de amigos, durante férias em Balneário Camboriú, litoral catarinense. O ministro nega veementemente as acusações.

Em abril deste ano, o plenário do STJ decidiu por unanimidade instaurar um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) contra o magistrado, após a conclusão de uma sindicância interna. Na mesma sessão, a Corte manteve o afastamento cautelar de Buzzi até a finalização do procedimento, buscando garantir a lisura e a imparcialidade das apurações.

Em nota, a defesa do ministro Marco Buzzi reiterou que “a instrução processual evidenciará a inocência do magistrado ao fragilizar as acusações unilaterais apresentadas.” A defesa acrescentou, ainda, que “o depoimento da suposta vítima necessita ser corroborado por provas consistentes, em respeito ao devido processo legal e à busca da verdade dos fatos.”

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Fernando Bastos

Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.

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