Segunda-feira, 1 de Junho de 2026
Menu
POLÍTICA

STF Encerra Votação da Ficha Limpa; Futuro das Eleições de 2026 em Jogo

Relatora Cármen Lúcia e ministro Luiz Fux votaram pela inconstitucionalidade das alterações que diminuem o tempo de inelegibilidade, com resultado final ainda pendente dos demais magistrados.

01/06/2026 às 14:16
3 min de leitura
Fux

Anuncie Aqui

O Supremo Tribunal Federal (STF) encerrou na última sexta-feira, 29 de maio, o prazo para os ministros votarem em plenário virtual sobre as recentes alterações na Lei da Ficha Limpa. Com o posicionamento da relatora Cármen Lúcia e do ministro Luiz Fux pela inconstitucionalidade dos trechos que visam diminuir o tempo de inelegibilidade de candidatos condenados, o julgamento se aproxima de um desfecho que terá impacto direto nas eleições de 2026 e na composição do cenário político nacional.

As modificações contestadas, aprovadas pelo Congresso Nacional e sancionadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no ano passado, antecipam o início da contagem do prazo de inelegibilidade para a data da condenação, e não mais após o cumprimento integral da pena. Além disso, as alterações buscam reduzir as causas de inelegibilidade, como em casos de improbidade administrativa. Críticos argumentam que tais mudanças fragilizam a legislação e abrem caminho para o retorno à vida pública de políticos com histórico de condenação.

A ação que questiona a constitucionalidade das alterações foi movida no STF pelo advogado e ex-juiz Márlon Reis, conhecido como o “pai” da Ficha Limpa, com o apoio do partido Rede Sustentabilidade. Em seu voto, a ministra Cármen Lúcia defendeu que as mudanças “esvaziam a proteção constitucional à probidade administrativa e à moralidade”, configurando um retrocesso que “desguarnece o eleitor da salvaguarda da lisura das candidaturas”. Para a relatora, a nova norma “importaria em impunidade ou anistia”, prejudicando a integridade do processo eleitoral. O Instituto Não Aceito Corrupção (Inac) também se manifestou, pedindo que os demais ministros acompanhem o entendimento da relatora, enfatizando a importância de manter condenados afastados da vida pública.

A expectativa agora se volta para os votos dos oito magistrados restantes, que ainda não foram divulgados ou oficializados, para a definição do resultado final. Caso as mudanças sancionadas sejam mantidas, políticos com condenações, como Eduardo Cunha, Anthony Garotinho, Sérgio Cabral e José Roberto Arruda, poderiam ter suas candidaturas beneficiadas nas eleições de 2026. A decisão do STF será fundamental para o futuro da legislação anticorrupção no Brasil e para a configuração do cenário político nos próximos pleitos.

Comentários

Anuncie Aqui

Alcance milhares de leitores

Imagem do avatar

André Vilela

Formado em Comunicação Social, atua no jornalismo digital com foco na agilidade e precisão da informação. Cobre o cotidiano das cidades sul-mato-grossenses, trazendo os fatos assim que eles acontecem. Apaixonado por tecnologia e novas mídias.

Ver mais matérias