Sexta-feira, 5 de Junho de 2026
Menu
POLÍTICA

PEC da Hora Trabalhada avança no Senado; proposta da oposição segue para CCJ

Proposta de emenda à Constituição, protocolada pelo líder da oposição, visa criar modelo flexível de jornada e tem apoio de figuras políticas.

05/06/2026 às 07:16
3 min de leitura
Presidente do Senado, Davi Alcolumbre

Anuncie Aqui

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), encaminhou na última quinta-feira, dia 28 de maio, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 12/2026 à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). O texto, que propõe uma mudança significativa na legislação trabalhista ao instituir o pagamento por hora trabalhada, surge como uma alternativa da oposição à PEC que visa pôr fim à escala 6×1, aprovada na Câmara dos Deputados no dia anterior.

Protocolada pelo líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), a PEC 12/2026 já acumulou o apoio de 40 dos 81 senadores, superando as 36 assinaturas iniciais necessárias para sua tramitação. Marinho, que também atua como coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República, defende a proposta como um caminho para a modernização das relações de trabalho.

O encaminhamento à CCJ marca o primeiro passo formal para a tramitação da proposta no Senado. Agora, caberá ao presidente do colegiado, senador Otto Alencar (PSD-BA), designar um relator para analisar o mérito da PEC, sem prazo definido para tal indicação.

A PEC 12/2026 visa criar um modelo alternativo de jornada de trabalho, oferecendo aos empregados a opção de escolher entre o regime tradicional da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e um sistema mais flexível, baseado nas horas efetivamente trabalhadas. A proposta altera o artigo 7º da Constituição Federal para permitir acordos individuais entre empregado e empregador sobre compensação de horários, redução de jornada e contratação por hora.

Um dos pontos centrais do texto é a prevalência dos contratos individuais sobre acordos e convenções coletivas. A PEC estabelece que a jornada flexível deve respeitar o limite constitucional de 44 horas semanais e prevê que as novas regras entrarão em vigor 180 dias após sua promulgação, caso seja aprovada.

A defesa do pagamento por hora trabalhada tem encontrado eco entre pré-candidatos à Presidência da República, como Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo). Eles veem na proposta uma alternativa para flexibilizar o mercado de trabalho e impulsionar a economia, em contraponto à fixação de um limite rígido de horas semanais.

Comentários

Anuncie Aqui

Alcance milhares de leitores

Imagem do avatar

Fernando Bastos

Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.

Ver mais matérias