Davi Alcolumbre Nega Propina de Banqueiro e Acusa Tentativa de Calúnia
Presidente do Senado refuta reportagem da revista Veja sobre suposto repasse de US$ 30 milhões e promete medidas legais em 16 de junho de 2026.
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O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), negou nesta terça-feira (16) ter recebido propina do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. O parlamentar refutou o conteúdo de uma reportagem da revista ‘Veja’ que informou o suposto repasse de US$ 30 milhões, equivalente a R$ 153,5 milhões.
Em discurso no Plenário da Casa Alta, Alcolumbre declarou: “Jamais recebi aqueles valores, ou outros quaisquer, no Brasil ou no exterior, por qualquer motivo que seja. São alegações inteiramente falsas, com a única e aparente intenção de arrastar para a lama meu nome, minha honra, minha reputação”.
Acusação e Defesa
A reportagem da ‘Veja’ indicou que Vorcaro, em sua segunda proposta de delação premiada, teria relatado o pagamento de propina a Alcolumbre. A operação, supostamente via conta no exterior, teria sido efetuada por Augusto Lima, ex-sócio do banqueiro. A Polícia Federal (PF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR) receberam a proposta de colaboração.
Alcolumbre afirmou que “tomará todas as medidas cabíveis” para se defender, caso as acusações constem no acordo. “Nessa hipótese, caberá a mim demonstrar a falsidade dessa narrativa e compreender por que um fato inexistente foi levado às autoridades”, disse o senador.
O presidente do Senado também levantou a hipótese de a informação não constar na delação. Segundo Alcolumbre, este cenário representaria uma “situação muito mais grave”. Ele explicou: “Não estaremos diante apenas de uma acusação falsa contra o presidente do Senado Federal. Estaremos diante da invenção de um fato inexistente e da tentativa de atribuir esse fato a um procedimento oficial para lhe conferir aparência de verdade”.
Impacto Institucional
Alcolumbre argumentou que tal situação “constrange” não apenas a ele, mas também as instituições, os órgãos de investigação e o sistema de Justiça. Ele questionou as motivações por trás das alegações: “A quem interessa caluniar o presidente do Congresso Nacional? Quem se beneficia de tentar utilizar a imprensa para intimidar o chefe do Poder Legislativo?”. O parlamentar classificou o ato como um ataque dirigido ao Senado, ao Poder Legislativo e “à sua autonomia”.
Investigações envolvendo banqueiros e políticos têm sido frequentes. A Polícia Federal encontrou acesso ilegal a sistema interno por pai de dono do Banco Master, em um caso distinto. Outras apurações também detalharam pagamentos de luxo de banqueiro a senador Ciro Nogueira, e a PF chegou a apontar um “tratamento privilegiado” de banqueiro a este mesmo senador.
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Fernando Bastos
Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.
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