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POLÍTICA

Líder do Governo Lula no Senado é Alvo da PF em Operação que Apura Vantagens Indevidas

Jaques Wagner teria recebido jatos, ingressos para show internacional e apartamento de luxo, em troca de defender pautas do Banco Master no Congresso, aponta a Polícia Federal.

18/06/2026 às 11:36
3 min de leitura
Líder do governo Lula (PT), Jaques Wagner

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O senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo Lula no Senado, tornou-se alvo de uma investigação da Polícia Federal (PF) deflagrada nesta quinta-feira (18) como parte da 9ª fase da Operação Compliance Zero. A apuração detalha um suposto esquema de recebimento de vantagens indevidas do ex-sócio do Banco Master, Augusto Lima, em troca da defesa de interesses da instituição financeira no Congresso Nacional.

Conforme a decisão judicial que embasa a operação, o parlamentar teria usufruído gratuitamente de jatos particulares e recebido ingressos, avaliados em R$ 63,3 mil, para um show internacional em Los Angeles, destinados a seus familiares. As investigações da PF, baseadas em mensagens trocadas em 2023 e 2024, indicam que Augusto Lima teria disponibilizado aeronaves para Wagner e sua família viajarem para a “Ilha da Paixão” – apontada como propriedade do empresário – e para o Rio de Janeiro. Em um dos diálogos de abril de 2024, Lima teria chegado a enviar o contato de um piloto ao senador.

Além das viagens e ingressos, a PF aponta irregularidades na aquisição de um apartamento de luxo em Salvador, avaliado em R$ 2,45 milhões. O imóvel, unidade 1702 do empreendimento Poème Horto, teria sido comprado por meio de estruturas societárias interpostas para ocultar Jaques Wagner como beneficiário real. A investigação também levanta suspeitas sobre um repasse de R$ 3,5 milhões à BN Financeira Ltda., empresa ligada ao núcleo familiar do senador, que teria sido usada para dar aparência de licitude a valores indevidos provenientes do grupo econômico investigado. Em contrapartida, Wagner teria atuado em temas de interesse do Banco Master, como matérias de crédito consignado e emendas à Medida Provisória nº 1.106/2022, que ampliou a margem de crédito para aposentados e pensionistas do INSS.

Um trecho do documento da Polícia Federal afirma que “foram identificados elementos indicativos de recebimento de vantagens econômicas indevidas pelo parlamentar, direta ou indiretamente, por intermédio de familiares, pessoas de confiança e estruturas societárias vinculadas ao grupo econômico investigado”. A reportagem buscou contato com o senador Jaques Wagner, mas não obteve retorno até o fechamento desta edição. O espaço permanece aberto para sua manifestação.

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Mariana Costa

Redatora especializada em cidadania e políticas públicas. No MS Digital News, dedica-se a apurar histórias que impactam diretamente a vida do sul-mato-grossense, com compromisso ético e transparência. Acredita no jornalismo como ferramenta de transformação social.

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