Líder do Governo no Senado é Alvo de Busca da PF; PT Defende Jaques Wagner
Edinho Silva, presidente do PT, expressa "toda confiança" no senador Jaques Wagner (PT-BA) após a 9ª fase da Operação Compliance Zero, que apura crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.
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O senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado, foi alvo de mandados de busca e apreensão da Polícia Federal (PF) nesta quinta-feira (18), como parte da 9ª fase da Operação Compliance Zero. A ação investiga supostas irregularidades envolvendo o Banco Master e a participação de agentes públicos em esquema de corrupção e lavagem de dinheiro. Em resposta, o presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), Edinho Silva, saiu em defesa do parlamentar, afirmando que Wagner é “depositário de toda a confiança” da legenda.
A nova etapa da Compliance Zero, deflagrada hoje, cumpriu 18 mandados de busca e apreensão expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em endereços na Bahia, em São Paulo e no Distrito Federal. A investigação foca em indícios dos crimes de corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro, buscando apurar o envolvimento de figuras públicas no suposto esquema.
Edinho Silva reiterou o apoio do partido às investigações, enfatizando a importância de esclarecer os fatos. “O senador Jaques Wagner é depositário de toda a nossa confiança. Apoiamos todas as apurações envolvendo o Banco Master, a sociedade tem o direito de saber a verdade. Os crimes cometidos precisam ser apurados e os responsáveis penalizados”, declarou o presidente do PT, em nota. Ele complementou, expressando otimismo: “Nesse processo de investigação e apuração, temos confiança que o Jaques Wagner esclarecerá todos os fatos, comprovando a sua inocência”.
Além das buscas, o STF determinou medidas cautelares rigorosas, como a suspensão de passaportes e a proibição de contato entre os investigados, visando garantir a integridade do processo. Entre os alvos da operação, além de Jaques Wagner, destaca-se o empresário Augusto Lima, dono do Banco Pleno e ex-sócio de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. Lima foi responsável pela implementação do sistema de crédito consignado Credcesta na Bahia, durante a gestão de Wagner como governador, sistema que se tornou o principal ativo financeiro do Master.
A Operação Compliance Zero, em curso desde o fim do ano passado, investiga suspeitas de que o Banco Master teria comercializado produtos financeiros sem garantias compatíveis, gerando perdas potenciais estimadas em R$ 12 bilhões. A PF também apura a venda do Master ao Banco Regional de Brasília (BRB), bem como possíveis práticas de ocultação de ativos e uso de informações sigilosas. A investigação já mencionou anteriormente outros nomes de peso na política nacional, como o senador Ciro Nogueira (PP-PI) e o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), em frentes que apuram pagamentos relacionados a interesses bancários e aplicações de fundos previdenciários.
Em nota divulgada à imprensa, a defesa de Augusto Lima classificou as diligências desta quinta-feira como “desnecessárias”, argumentando que o empresário tem se mantido à disposição das autoridades há seis meses. O posicionamento afirma que as medidas adotadas hoje contribuirão para “demonstrar sua inocência”.
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Fernando Bastos
Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.
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