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INTERNACIONAL

Netanyahu Propõe Ampla Coalizão para Eleições de 2026 em Israel

Primeiro-ministro busca unidade nacional e se afasta da extrema direita e esquerda em meio a pesquisas desfavoráveis.

30/06/2026 às 05:36
3 min de leitura
Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel

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O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou neste sábado (27) sua intenção de formar uma ampla coalizão caso vença as eleições legislativas de 2026. A manifestação afasta Netanyahu, líder de um dos governos mais à direita da história de Israel, tanto da extrema direita quanto da esquerda, em um momento de resultados desfavoráveis nas pesquisas de opinião.

Netanyahu, o primeiro-ministro com o mandato mais longo na história do país, confirmou a disputa pelas eleições nacionais de 2026, previstas para ocorrer até 27 de outubro. Sua proposta visa reformular a estratégia eleitoral em torno da unidade nacional, distanciando-se do alinhamento ideológico.

Estratégia de Unidade Nacional

Em um pronunciamento televisionado, Netanyahu articulou sua visão política. “Tenho a intenção de estabelecer um amplo governo nacional, não um governo de direita, nem um governo de esquerda que dependa de partidos árabes, mas um amplo governo nacional”, afirmou, indicando uma mudança significativa.

Ele detalhou os fundamentos de sua proposta, que busca superar divisões internas. “Porque acredito que somente dessa forma poderemos alcançar acordos internos… Isso significa, antes de tudo: basta de boicotes. Eu não estou boicotando ninguém. Digo que todos poderão se unir; basta que aceitem nossos princípios básicos: que Israel é o Estado-nação do povo judeu e que respeitamos os direitos individuais”, acrescentou o primeiro-ministro.

A busca por aproximação com diferentes espectros políticos surge enquanto Netanyahu enfrenta críticas. Uma pesquisa recente indicou que a maioria dos israelenses deseja sua saída do cargo. Essa insatisfação decorre, em parte, do acordo entre Irã e Estados Unidos, amplamente criticado em Israel. A região vive um período de tensões, como visto em outros acordos que geram debate, como o Acordo Israel-Líbano, classificado pelo Hezbollah como “humilhante rendição de soberania”. Soma-se a isso o descontentamento público com falhas de segurança após o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023, que deflagrou a guerra em Gaza.

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Fernando Bastos

Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.

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