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INTERNACIONAL

Flávio Bolsonaro debate tarifas dos EUA, Pix e eleições de 2026 em audiência sobre comércio

Pré-candidato à Presidência defendeu interesses brasileiros contra taxas propostas pelo USTR e abordou temas como corrupção e derrubada de posts em redes sociais.

07/07/2026 às 12:36
3 min de leitura
Flávio Bolsonaro em audiência nos Estados Unidos sobre tarifas

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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, defendeu os interesses brasileiros em uma audiência com o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR). Ele contestou a proposta de imposição de tarifas a produtos brasileiros que entram em território americano. Bolsonaro também alertou sobre o impacto dessas medidas nas eleições de 2026 e criticou o Supremo Tribunal Federal e o presidente Lula (PT) por derrubada de posts em redes sociais.

Defesa do Pix e oposição a tarifas americanas

Flávio Bolsonaro argumentou que o sistema Pix, lançado durante o governo de seu pai, Jair Bolsonaro, nunca representou um problema para o sistema financeiro. Ele afirmou que o Pix complementa o sistema de pagamento dos EUA. O senador solicitou o cancelamento das taxas de 25% que seriam impostas pelo governo americano, pedindo que os países possam “negociar” e não prejudicar a população brasileira.

Impacto nas eleições de 2026 e críticas a instituições

Ao falar sobre as eleições de 2026, Flávio Bolsonaro ressaltou que o cenário político pode mudar em 90 dias. Ele advertiu que a imposição de tarifas neste ano criaria uma situação difícil de ser revertida. Segundo apuração da Jovem Pan, o senador culpou o Supremo Tribunal Federal e o presidente Lula (PT) pelas medidas de derrubada de posts em redes sociais americanas.

Corrupção no Brasil

O senador também abordou o tema da corrupção no Brasil. A reportagem indicou que ele associou casos como Mensalão e INSS aos governos de Lula. Bolsonaro defendeu que, durante a administração de Jair Bolsonaro, o Brasil não teve problemas do tipo. “Sobre isso, não há divergência. Mas a corrupção tem responsáveis identificáveis. A corrupção tornou-se uma característica marcante da esquerda política brasileira. O povo brasileiro não deve ser punido por isso”, disse Flávio Bolsonaro.

Detalhes da audiência do USTR

Mais de 40 entidades e empresas brasileiras e estadunidenses se inscreveram para participar da sessão que discute a proposta de taxar o Brasil. Entre as organizações brasileiras credenciadas para apresentar seus argumentos estavam a Confederação Nacional de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o Conselho Brasileiro de Exportadores de Café (Cecafé), a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica) e a Embraer, entre outras.

A análise estadunidense dos “atos, políticas e práticas brasileiras” foi instaurada em 15 de julho de 2025. Ela se debruça sobre seis aspectos: comércio digital e serviços de pagamento eletrônico; tarifas preferenciais; combate à corrupção; proteção da propriedade intelectual; acesso ao mercado de etanol e desmatamento ilegal. Cada participante teve até cinco minutos para defender os argumentos já apresentados ao USTR, contra ou a favor da taxação. Representantes do escritório estadunidense puderam fazer perguntas adicionais ao final deste tempo.

A investigação do USTR foi proposta com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos, de 1974. Esta lei permite ao governo norte-americano investigar práticas comerciais de outros países que considere desleais ou prejudiciais aos interesses estadunidenses. O Estado brasileiro, notificado no início de junho, contestou os argumentos dos que defendem o tarifaço das exportações brasileiras. Em um documento enviado ao escritório, o Itamaraty argumentou que as práticas comerciais brasileiras não prejudicam os EUA e suas empresas.

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Fernando Bastos

Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.

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