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INTERNACIONAL

Ataques dos EUA no Irã: Teerã Promete Resposta Firme e Rechaça Retórica Agressiva

Comando Central dos EUA retoma ofensiva; Guarda Revolucionária e Chancelaria iraniana divergem em tom.

08/07/2026 às 20:37
3 min de leitura
Mohsen Rezaei, conselheiro militar do Líder Supremo do Irã

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Forças militares dos Estados Unidos retomaram ataques contra o Irã, informou o Comando Central dos EUA (Centcom) na quarta-feira, 8 de julho de 2026. A ação visa responsabilizar Teerã por agressões a navios comerciais no Estreito de Ormuz. Em resposta, autoridades iranianas emitiram advertências de retaliação, embora com tons distintos entre militares e diplomatas.

Ataques dos EUA são retomados

O Centcom comunicou, via plataforma X, que os ataques buscam “responsabilizar o Irã por sua recente agressão injustificada contra navios comerciais e tripulações civis” durante a passagem pelo Estreito de Ormuz. O órgão norte-americano acrescentou que “As forças do Comando Central dos Estados Unidos conduzem ataques adicionais contra o Irã para degradar sua capacidade de ameaçar a liberdade de navegação”. Anteriormente, a agência de notícias iraniana Mers reportou explosões em cidades no sul, sudeste e sudoeste do país, próximas à Costa do Golfo Pérsico.

Irã ameaça com retaliação

Na quarta-feira, 8 de julho de 2026, Mohsen Rezaei, conselheiro militar do Líder Supremo do Irã e oficial do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), declarou que o Irã responderia “com firmeza” ao que chamou de “inimigo agressor” e seus aliados. A informação foi reiterada pelo IRGC em seu canal no Telegram, que alertou para “punição severa” aos responsáveis. “O inimigo agressor e seus cúmplices serão severamente punidos”, afirmou a mensagem.

Chanceler iraniano rejeita ‘grosserias’

Em contraste, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, rejeitou os ataques lançados pelo então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, insistindo que o país não responderia a “grosserias”. Em uma mensagem nas redes sociais, Araqchi ressaltou que a “linguagem depreciativa” não diminui a “grandeza” do Irã. “Dirigir-se à nação iraniana, civilizada e corajosa, com uma linguagem depreciativa não diminui sua grandeza”, afirmou o ministro, referindo-se a declarações anteriores de Trump, que descreveu líderes iranianos como “escória” e “pessoas doentes” durante uma cúpula da OTAN em Ancara.

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Fernando Bastos

Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.

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