Zema Critica Ação da PF contra Bolsonaro e Cobra Investigação de Contrato da Esposa de Moraes
Pré-candidato à Presidência em 2026 classifica operação como 'extremamente suspeita' e questiona valores do Banco Master.
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Romeu Zema (Novo-MG), pré-candidato à Presidência em 2026, classificou nesta quarta-feira, 8 de julho de 2026, a operação da Polícia Federal (PF) contra o ex-presidente Jair Bolsonaro como “extremamente suspeita”. Zema, ex-governador de Minas Gerais, também cobrou uma investigação sobre um contrato de R$ 129 milhões envolvendo Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e o Banco Master.
Zema Questiona Atuação de Moraes
Zema declarou a jornalistas após um encontro na Frente Parlamentar do Ambiente de Negócios, conforme o portal Metrópoles, que um juiz com desavenças deveria se declarar suspeito para julgar. “Acho que um juiz que se indispõe com uma pessoa tem suspeição para julgar. E vejo que ele deveria, na minha opinião, ter aprovado uma invasão na casa da advogada que fez um contrato de R$ 129 milhões”, afirmou o pré-candidato.
O pré-candidato à Presidência em 2026 criticou a prioridade do STF. “O STF, ao invés de olhar para os interesses do Brasil, está preocupado em filar milionário. Será que esse ele vai aprovar operação contra Viviane Barci? Essa o brasileiro vai aplaudir”, argumentou Zema.
Contrato Milionário e Liquidação Bancária
O contrato citado por Zema foi assinado em janeiro de 2024 entre o escritório de Viviane Barci de Moraes e o Banco Master, controlado por Daniel Vorcaro. O acordo previa o recebimento de R$ 3,6 milhões mensais ao longo de três anos, somando R$ 129 milhões se cumprido integralmente até o início de 2027. Segundo dados da Receita Federal, o escritório recebeu R$ 80,2 milhões em pagamentos do Banco Master nos anos de 2024 e 2025. Os pagamentos foram interrompidos com a liquidação da instituição.
A Polícia Federal extraiu uma conversa entre Viviane Barci de Moraes e Daniel Vorcaro sobre este contrato do celular do banqueiro. Este diálogo foi anexado a um inquérito que apura o vazamento de informações sobre a família do ministro Alexandre de Moraes.
Operação da PF contra Bolsonaro
A operação da PF, criticada por Zema, ocorreu na manhã de 8 de julho de 2026. Agentes cumpriram mandados de busca e apreensão na residência do ex-presidente Jair Bolsonaro. O objetivo era localizar armas e munições.
O ministro Alexandre de Moraes determinou a diligência após Bolsonaro declarar possuir oito armas registradas. O Exército, contudo, informou não ter em sua custódia duas das armas listadas – uma pistola e uma espingarda. Essa discrepância levou Moraes a autorizar a busca para encontrar o armamento restante.
Nada foi encontrado na casa do ex-presidente durante a ação. Bolsonaristas criticam a operação. Bolsonaro, atualmente, cumpre prisão domiciliar. O ministro Moraes endossou essa modalidade de cumprimento de pena, acatando avaliação da Procuradoria-Geral da República (PGR) de que não houve falta grave no episódio envolvendo uma pistola apreendida com um membro da segurança do ex-presidente.
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Fernando Bastos
Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.
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