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INTERNACIONAL

Irã informa 50 mortos e mais de 500 feridos em ataques dos EUA

Ministério da Saúde iraniano detalha vítimas; escalada ocorre apesar de memorando de entendimento assinado em junho de 2026.

18/07/2026 às 15:16
3 min de leitura
Esta captura de tela tirada de imagens de vídeo divulgadas em 17 de julho de 2026 pelo site Sepah News, da Guarda Revolucionária do Irã (IRGC), mostra um míssil sendo lançado de um local não revelado em direção a alvos dos EUA no Catar, Kuwait e Omã

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O Irã confirmou, neste sábado, 18 de julho de 2026, a morte de pelo menos 50 pessoas e mais de 500 feridos em decorrência dos ataques lançados pelos Estados Unidos nas últimas semanas. As operações militares americanas se intensificaram desde a assinatura de um memorando de entendimento entre os dois países em 17 de junho de 2026.

O porta-voz do Ministério da Saúde iraniano, Hosein Kermanpur, divulgou os números em um comunicado nas redes sociais. “Nos ataques aéreos, mais de 500 pessoas ficaram feridas e 50 perderam a vida”, explicou Kermanpur.

Entre os mortos, cinco eram mulheres e duas eram crianças. Dos feridos, 32 eram mulheres e 18 eram crianças. As equipes médicas realizaram 28 cirurgias, e 460 feridos já receberam alta. Contudo, 37 pessoas permanecem hospitalizadas.

Escalada de Conflito Desafia Acordo

O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) anunciou na última sexta-feira, 17 de julho de 2026, uma nova onda de bombardeios em território iraniano, marcando a sétima noite consecutiva de operações militares. Em resposta, o Irã atacou posições militares e infraestruturas dos EUA no Kuwait, na Jordânia e no Bahrein.

Esta nova escalada acontece apesar do memorando assinado pelo Irã e pelos Estados Unidos, que visava pôr fim ao conflito iniciado em 28 de fevereiro de 2026.

Washington retomou os ataques contra o Irã em 8 de julho de 2026. O CENTCOM justificou as ações como retaliação a atos atribuídos a Teerã contra navios mercantes no Estreito de Ormuz. O Irã, por sua vez, acusou os Estados Unidos de descumprir o acordo de cessar-fogo.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou em 9 de julho de 2026 que o cessar-fogo não estava mais em vigor. Trump advertiu que a campanha militar continuaria durante a semana de 18 de julho de 2026 e garantiu que, se Teerã se recusasse a retomar as negociações, a próxima fase da ofensiva incluiria ataques contra infraestruturas críticas, como usinas de energia e pontes.

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Fernando Bastos

Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.

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