Fazendas de Mato Grosso do Sul pagarão R$ 1,7 milhão em danos morais por trabalho escravo
Em Mato Grosso do Sul, 36 trabalhadores resgatados em 2025 geram R$ 454 mil em verbas e R$ 1,74 milhão em indenizações.
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Fiscalizações da Superintendência Regional do Trabalho em Mato Grosso do Sul resgataram 36 trabalhadores de condições análogas à escravidão em 2025. As operações ocorreram em propriedades rurais de diferentes municípios e resultaram em R$ 454.107,06 em verbas rescisórias e R$ 1.741.780,00 em indenizações por danos morais.
Resgates em março e abril
As fiscalizações ocorreram entre março e agosto de 2025. Em Aquidauana, três brasileiros resgatados em março trabalhavam na pecuária, corte de lenha e construção de cercas. No mesmo mês, em Corumbá, seis trabalhadores (cinco indígenas e um boliviano) foram resgatados de atividades de pecuária e limpeza de pastagens.
Bela Vista e Figueirão
Em Bela Vista, três trabalhadores (um brasileiro, dois paraguaios, um deles menor de idade) atuavam na pecuária e construção de cercas. Já em Figueirão, em abril, a fiscalização resgatou 16 trabalhadores (dois brasileiros e 14 paraguaios) envolvidos na silvicultura e corte de eucalipto.
Operações em julho e agosto
Em Jardim, em julho, três trabalhadores (um brasileiro e dois paraguaios) foram resgatados de uma propriedade com corte de madeira e construção de cercas. Em Corumbá, ainda em agosto, dois brasileiros resgatados construíam cercas de uma fazenda.
Superintendente alerta para vulnerabilidade rural
O superintendente regional do Trabalho, Alexandre Cantero, afirmou que essas situações atingem a população mais vulnerável, especialmente no meio rural, com estrangeiros e indígenas. “A pujança do nosso agro, a tecnologia que chega no campo, toda a organização, a competitividade que o agronegócio tem no Brasil, não combina com a condição análoga ao trabalho escravo”, completou.
Total de 104 resgates em 2025
Além dos 36 resgatados neste ano, operações anteriores em 2025 resgataram 104 trabalhadores em Porto Murtinho, Corumbá, Paraíso das Águas, Maracaju, Coxim, Caarapó, Deodápolis, Nova Andradina, Anastácio, Itaquiraí, Bonito e Caracol. Essas ações geraram aproximadamente R$ 860 mil em verbas rescisórias.
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Mariana Costa
Redatora especializada em cidadania e políticas públicas. No MS Digital News, dedica-se a apurar histórias que impactam diretamente a vida do sul-mato-grossense, com compromisso ético e transparência. Acredita no jornalismo como ferramenta de transformação social.
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