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ESTADO

Pavimentação no Chaco encurta rota de Mato Grosso do Sul ao Pacífico

Pavimentação de 224 km entre Mariscal Estigarribia e Pozo Hondo avança e consolida ligação estratégica da Rota Bioceânica.

01/09/2026 às 09:49
3 min de leitura
Pavimentação no Chaco Paraguaio aproxima Mato Grosso do Sul do Oceano Pacífico
Estrada avança pelo Chaco Paraguaio e consolida um dos trechos estratégicos da Rota Bioceânica. (Foto Toninho Ruiz)

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A antiga Picada 500, marcada por décadas de poeira e isolamento no Chaco Paraguaio, dá lugar a uma rodovia moderna. A obra de pavimentação da PY-15 avança em ritmo acelerado e aproxima Mato Grosso do Sul do Oceano Pacífico.

Dados da pavimentação

Com investimento de US$ 354 milhões financiado pelo Fonplata, os 224 quilômetros foram divididos em quatro lotes de cerca de 55 km cada. As frentes de trabalho já executam serviços em toda a extensão. Confira o andamento:

  • Terraplanagem: 100% concluída
  • Solo calcário: 96% aplicado
  • Solo-cimento: 80% executado
  • Base estabilizada: 50% (30 km prontos)
  • Capa asfáltica: média de 20 km por lote implantada

As equipes já trabalham na aplicação da mistura asfáltica em diversos pontos. A paisagem ainda tem máquinas e desvios, mas a estrada definitiva já surge no meio do Chaco.

Impacto para Mato Grosso do Sul

A Rota Bioceânica conecta Porto Murtinho (MS) ao Chile, passando pelo Paraguai e Argentina. Para Mato Grosso do Sul, a ligação encurta distâncias até mercados asiáticos, reduz custos logísticos e amplia a competitividade de grãos, carnes, celulose e minérios.

O Estado deixa de ser região de interior e passa a ocupar posição estratégica entre os oceanos Atlântico e Pacífico. Porto Murtinho se torna porta de entrada brasileira do corredor, com potencial para atrair transportadoras, armazéns e serviços.

Desafios da integração

A rodovia não produzirá resultados sozinha. O avanço no Paraguai exige preparação do lado brasileiro: acessos, aduanas, fiscalização, segurança e estrutura urbana. Sem planejamento, benefícios podem se perder em gargalos antigos.

A cada quilômetro asfaltado, a Rota Bioceânica deixa de ser promessa de mapa. A transformação da Picada 500 mostra que o corredor já está sendo construído. Para Mato Grosso do Sul, é hora de se preparar para aproveitar a estrada que redefine seu futuro logístico.

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Mariana Costa

Redatora especializada em cidadania e políticas públicas. No MS Digital News, dedica-se a apurar histórias que impactam diretamente a vida do sul-mato-grossense, com compromisso ético e transparência. Acredita no jornalismo como ferramenta de transformação social.

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