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POLÍTICA

Caiado Admite Impeachment de Ministros do STF se Eleito Presidente em 2026

Pré-candidato do PSD justifica medida por "crise institucional" e cita denúncias contra integrantes da Corte.

30/05/2026 às 16:46
3 min de leitura
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), concede entrevista após reunião com o presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva

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Ronaldo Caiado (PSD), pré-candidato à Presidência da República, afirmou na segunda-feira, 25 de maio de 2026, que o processo de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) “vai acontecer” caso ele chegue ao Palácio do Planalto. O ex-governador de Goiás declarou não desejar a medida, mas a considera inevitável diante da atual crise institucional. As falas de Caiado se inserem no contexto das eleições presidenciais de 2026, onde a discussão sobre a composição e atuação do Judiciário ganha destaque.

Críticas à Imagem do STF e Acusações de Corrupção

Caiado argumentou que a Corte foi “gravemente atingida” por episódios envolvendo problemas pessoais de ministros. Ele defendeu a separação de questões individuais da imagem institucional do Supremo. Tais questões, segundo ele, não podem ser “acobertadas” por interpretações do próprio tribunal.

O pré-candidato citou suspeitas relacionadas ao Banco Master. Estas investigações miram repasses e transações que teriam beneficiado familiares de ministros do Supremo. Ele mencionou especificamente R$ 80 milhões ao escritório da esposa de Alexandre de Moraes e R$ 6,6 milhões ligados a cotas de resort dos irmãos de Dias Toffoli.

“Pessoas que são atingidas com denúncias sobre a sua trajetória de vida deveriam ser afastadas para que respondessem”, disse Caiado. “Aí, sim, o Supremo guardaria a sua condição de imparcialidade nos julgamentos de temas relevantes, como se precisa.”

Impeachment como “Segundo Passo” para o País

Caiado fez as declarações durante um encontro de presidenciáveis promovido pela Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil). Aos empresários, ele comparou a situação do STF à de empresas onde desrespeitos às regras éticas de um cargo resultam em afastamento.

“A não acontecer isso, qual é o segundo passo? É o segundo passo de mais uma crise que nós teremos no Brasil, chegando à Presidência. É algo que eu não queria, mas que vai acontecer, que vai ser a segunda etapa. Se o Supremo não tomar essa decisão, qual é o segundo passo? O impeachment”, continuou o goiano.

Ele explicou que o rito para o impeachment de um ministro do Supremo é mais célere do que o de um presidente da República, pois tramita exclusivamente no Senado. No entanto, a medida criaria um ambiente de crise institucional. Na avaliação de Caiado, o STF enfrenta forte contestação. O País precisa avançar, e a Corte deve demonstrar capacidade de “cortar na própria carne”.

“Nada (mais) será discutido. Porque cada ano vai ser um cassado, ou vão cassar dois cada vez, como vai ficar isso?”, indagou.

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Fernando Bastos

Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.

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