Netanyahu Desafia Acordo EUA-Irã e Mantém Ofensiva Contra Hezbollah no Líbano
Primeiro-ministro israelense descarta retirada de tropas e reafirma ações contra o grupo xiita, divergindo da estratégia de paz mediada por Donald Trump.
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O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, descartou a retirada de suas tropas do sul do Líbano. Ele mantém a ofensiva contra o Hezbollah, ignorando o acordo de paz recém-firmado entre Estados Unidos e Irã. Forças israelenses realizaram novos ataques nesta quarta-feira (17) na região.
A Agência Nacional de Notícias do Líbano (NNA) informou que aviões israelenses atacaram a área de Nabatieh al-Fawqa e os arredores da cidade de Kfar Tebnit. Israel ainda não se pronunciou oficialmente sobre os recentes ataques, mas declarou anteriormente que seus alvos são a milícia radical xiita Hezbollah, apoiada pelo Irã.
Divergências e Declarações
Na terça-feira (16), o presidente dos EUA, Donald Trump, pediu maior responsabilidade a Netanyahu em relação ao Líbano. O texto integral do acordo entre EUA e Irã, mediado pelo Paquistão para pôr fim à guerra, ainda não foi divulgado. O Paquistão, no entanto, confirmou a inclusão do Líbano no pacto.
Netanyahu afirmou nos últimos dias que as tropas israelenses permanecerão no sul do Líbano. Ele justificou a decisão, alegando que Israel não participou das negociações conduzidas por Trump. O país continuará tomando decisões com base em seus próprios interesses de segurança.
Em entrevista coletiva na segunda-feira (15), Netanyahu revelou que o Irã pressionou pela retirada das forças israelenses do território libanês, mas a exigência não foi aceita. “O Irã queria que nos retirássemos de lá, mas isso não aconteceu. Sabe por que não aconteceu? Porque me mantive muito, muito firme”, declarou o primeiro-ministro.
O premiê reiterou a principal preocupação de seu governo: impedir que Teerã desenvolva armas nucleares. “Com um acordo ou sem um acordo, continuaremos fazendo o que for necessário para impedir que o Irã obtenha armas nucleares. Enquanto eu for primeiro-ministro de Israel, isso não acontecerá”, afirmou.
Israel mantém uma zona de segurança no sul do Líbano desde a ofensiva lançada contra o Hezbollah. Esta ação ocorreu após ataques do grupo apoiado pelo Irã ao norte do território israelense durante os primeiros dias da guerra. Desde o início das negociações, Teerã defende o fim da presença militar israelense na região como condição para qualquer entendimento com Washington.
O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, também confirmou a permanência das tropas no Líbano, apesar das pressões. Esta posição evidencia um ponto de divergência entre o governo de Netanyahu e a estratégia adotada por Trump para encerrar o conflito com o Irã. Durante as negociações, o presidente americano expressou irritação com bombardeios israelenses em Beirute, alertando sobre o risco de comprometimento das conversas. Ainda assim, Trump decidiu avançar com o acordo sem vincular sua implementação à retirada das forças israelenses do território libanês.
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André Vilela
Formado em Comunicação Social, atua no jornalismo digital com foco na agilidade e precisão da informação. Cobre o cotidiano das cidades sul-mato-grossenses, trazendo os fatos assim que eles acontecem. Apaixonado por tecnologia e novas mídias.
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