Domingo, 18 de Outubro de 2026

Anuncie Aqui

Alcance milhares de leitores

Menu
POLÍTICA

STF Antecipa Julgamento sobre Eleição para Governador Interino do Rio de Janeiro

Corte definirá método de escolha do mandatário até janeiro de 2027; placar provisório aponta 4 a 1 pela eleição indireta.

03/07/2026 às 20:16
3 min de leitura
fachin

Anuncie Aqui

O Supremo Tribunal Federal (STF) antecipou a análise presencial do processo que definirá o método de escolha do governador do Rio de Janeiro para o mandato-tampão, que se estende até janeiro de 2027. O presidente da Corte, ministro Edson Fachin, moveu a data do julgamento para 19 de agosto de 2026, originalmente marcada para 26 de agosto de 2026. O Tribunal permanece em recesso até 1º de agosto de 2026.

O placar provisório do processo registra 4 a 1 a favor da eleição indireta do novo chefe do Executivo fluminense, a ser realizada pelos deputados estaduais da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Os ministros Luiz Fux, André Mendonça, Nunes Marques e Cármen Lúcia votaram nesse sentido.

O relator, ministro Cristiano Zanin, manifestou-se pela realização de eleição direta. Ele justificou seu voto afirmando que, “quando a perda de cargo eletivo tem origem em uma decisão da Justiça Eleitoral, a escolha deve ser feita pelos eleitores.”

Contexto da Vacância e Impasse Legal

A judicialização do caso decorre do conflito entre o Código Eleitoral e a Constituição do Estado do Rio de Janeiro. O Código Eleitoral prevê eleição direta para substituição de chapa cassada se a perda do cargo ocorrer a mais de seis meses do fim do mandato. Contudo, o ex-governador Cláudio Castro (PL) renunciou ao cargo às vésperas de um julgamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que o tornaria inelegível.

A renúncia de Castro e de seu vice, Thiago Pampolha, pode ser interpretada como uma estratégia para evitar a cassação e, consequentemente, permitir que a escolha de seu substituto ocorresse via eleição indireta. A Constituição do Rio de Janeiro estabelece que, em caso de vacância do cargo por renúncia, o novo governador é escolhido por eleição indireta.

Desenvolvimento Recente do Processo

Em abril de 2026, o julgamento foi suspenso após um pedido de vista do ministro Flávio Dino. O ministro declarou que aguardaria a publicação do acórdão da condenação de Castro. O documento, que formaliza a inelegibilidade do ex-governador por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022, foi publicado em 15 de junho de 2026, após a Corte eleitoral analisar embargos de declaração do Ministério Público e da defesa. Em 30 de junho de 2026, o ministro Dino devolveu o processo, permitindo que Fachin o pautasse para julgamento.

Governador Interino e Linha Sucessória

Atualmente, o Estado do Rio de Janeiro é comandado interinamente pelo presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), desembargador Ricardo Couto. O entendimento do STF é que ele permanecerá no cargo até que se defina o método de escolha do governador para o mandato-tampão.

Couto assumiu o Palácio Guanabara após as renúncias de Cláudio Castro e Thiago Pampolha. Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Alerj e o próximo na linha de sucessão, estava licenciado do cargo após ser preso em uma operação da Polícia Federal. Castro, Pampolha e Bacellar foram condenados pela Justiça Eleitoral no mesmo processo, por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022.

Comentários

Anuncie Aqui

Alcance milhares de leitores

Imagem do avatar

Fernando Bastos

Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.

Ver mais matérias