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POLÍTICA

Defesa de Eduardo Cunha Nega Irregularidades em Emendas Parlamentares após Bloqueio de Bens

Ex-presidente da Câmara tem bens bloqueados por decisão do STF; Polícia Federal investiga suposta atuação para direcionar R$ 6 milhões em recursos.

12/07/2026 às 17:16
3 min de leitura
Ex-deputado Eduardo Cunha

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A defesa de Eduardo Cunha, ex-deputado federal e ex-presidente da Câmara dos Deputados, negou neste domingo, 12 de julho de 2026, qualquer irregularidade na tramitação de emendas parlamentares. A declaração surge após a Polícia Federal (PF) apontar sua suposta atuação em um esquema de influência e o Supremo Tribunal Federal (STF) determinar o bloqueio de seus bens.

A investigação da PF sugere que Cunha e Valdemar Costa Neto, presidente do PL, utilizaram a mesma operadora dentro da Câmara para influenciar a destinação de emendas. O ministro Flávio Dino, do STF, ordenou o bloqueio de bens de Cunha até o limite de R$ 6 milhões. Investigadores da Operação Transparência, da Polícia Federal, afirmam que o ex-deputado, mesmo sem cargo eletivo, teria destinado esse valor, por meio de 21 emendas parlamentares, a municípios de Minas Gerais no âmbito do orçamento secreto.

Posicionamento da Defesa e Decisão do STF

Em nota enviada ao Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, a defesa de Cunha afirmou: “Eduardo Cunha desconhece qualquer irregularidade na tramitação das emendas. Cabe ressaltar que a própria PGR considerou prematuro o bloqueio das contas de Eduardo Cunha … Sua defesa rejeita a tentativa de equiparar automaticamente a legítima interlocução política ao exercício clandestino de mandato parlamentar.”

Na decisão de 40 páginas, o ministro Flávio Dino detalhou as suspeitas: “As evidências reunidas até o momento indicam que Eduardo Cunha atuava como um agente privado com influência política equivalente ou até superior a dos parlamentares em exercício, direcionando recursos federais sem qualquer autorização institucional.”

A defesa do ex-deputado sustenta que ele não apresentou, subscreveu ou formalizou nenhuma das emendas mencionadas na decisão judicial. Segundo a equipe de Cunha, eles tomaram conhecimento da decisão pela imprensa. A defesa alega que, até a decretação do bloqueio patrimonial, Cunha não havia sido intimado, ouvido ou chamado a prestar esclarecimentos na investigação.

A defesa também esclarece que o montante de R$ 6,15 milhões corresponde ao valor global das emendas questionadas, destinadas a municípios ou outros beneficiários públicos. A decisão, ressalta a defesa, não imputa o recebimento de qualquer vantagem a Eduardo Cunha.

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Fernando Bastos

Jornalista com mais de 15 anos de experiência na cobertura política e econômica de Mato Grosso do Sul. Especialista em administração pública e bastidores do poder. No MS Digital News, coordena a equipe de reportagem e assina as principais análises sobre o desenvolvimento do estado.

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