A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que trata da redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1 foi encaminhada nesta segunda-feira (9) à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) pelo presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB).
Inicialmente, o governo Lula planejava unificar todas as propostas sobre o tema. No entanto, Motta antecipou-se ao apensar o texto do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) ao da deputada Erika Hilton (PSOL-SP).
“Decidi colocar em pauta a discussão sobre a PEC 6×1, uma demanda antiga da classe trabalhadora que almeja a redução da jornada de trabalho”, afirmou Motta. Ele ressaltou a necessidade de ouvir todos os setores devido ao impacto econômico da proposta.
O presidente da Câmara também defendeu que a diminuição da jornada de trabalho representa um “passo firme na dignidade do trabalhador”, promovendo mais qualidade de vida e respeito.
Após a análise de admissibilidade na CCJ, a PEC seguirá para uma Comissão Especial para um debate mais amplo, antes de ser votada no Plenário da Câmara dos Deputados.
A discussão sobre o fim da escala 6×1 ganhou prioridade para Lula em 2026, ano eleitoral. A complexidade do tema divide opiniões na base governista, com alguns pessimistas quanto ao avanço da matéria ainda este ano.
Especialistas da área econômica alertam que o fim da escala 6×1 pode resultar no fechamento de postos de trabalho e no desaquecimento do comércio. O empresariado demonstra resistência, mas aguarda o desenvolvimento do debate para se posicionar formalmente.
A insistência no tema é vista como uma estratégia para aumentar a popularidade de Lula, que enfrenta alta rejeição nas pesquisas. O objetivo seria se colocar como defensor de uma pauta popular sem enfrentar as dificuldades de aprovação até o fim das eleições.
A última pesquisa Atlas/Intel, divulgada nesta quarta-feira (21), revela que Lula estacionou nos 49% das intenções de voto em cenários de segundo turno, evidenciando a dificuldade em convencer eleitores indecisos ou de outros candidatos. O petista também apresenta alta taxa de rejeição, com 49,7% dos eleitores que afirmam que não votariam nele de jeito nenhum.




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